Uma expedição do ICMBio ao Arquipélago de Martim Vaz, a 1.200 km de Vitória, revelou mais de 100 espécies de peixes e seis de corais, além de investigar um possível novo peixe em águas profundas. A pesquisa, realizada em 17 dias, destaca a importância da preservação desse ecossistema intocado.

Uma expedição inédita de dezessete dias, realizada por especialistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), explorou o Arquipélago de Martim Vaz, localizado a 1.200 quilômetros de Vitória. O objetivo foi investigar a biodiversidade marinha da região, que é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e de difícil acesso. Durante a missão, foram identificadas mais de cem espécies de peixes e seis de corais, além de uma possível nova espécie de peixe em águas profundas.
Os pesquisadores se concentraram nas pequenas ilhas oceânicas e no monte submerso conhecido como Monte Columbia. Este local, cercado pelas águas do Oceano Atlântico, é considerado um paraíso intocado, onde a natureza permanece preservada. A expedição utilizou tecnologia avançada, incluindo robôs que desceram a profundidades de até cento e vinte e dois metros, permitindo a exploração de áreas nunca antes mapeadas.
Com a utilização de três tipos de mergulho, incluindo o método BRUV (Baited Remote Underwater Video), os pesquisadores conseguiram capturar imagens de tubarões e cardumes de diferentes espécies. O coordenador da expedição, João Carlos Thomé, destacou a importância do arquipélago para o meio ambiente e a necessidade de preservação do local. Ele afirmou que a expedição trouxe informações valiosas sobre a conexão entre o alto-mar e a costa.
O material coletado está sendo analisado para confirmar a existência de novas espécies. Entre as descobertas, uma espécie de peixe pequena, que vive em profundidades superiores a sessenta metros, foi coletada. O oceanógrafo João Luiz Gasparini, que participou da expedição, ressaltou que a tecnologia utilizada evita mergulhos arriscados e permite a identificação de novas espécies de forma mais segura.
O Arquipélago de Martim Vaz, com cerca de três milhões de anos, é uma formação rochosa de origem vulcânica. Enquanto a Ilha da Trindade, próxima, é maior e habitada, Martim Vaz permanece inabitada, resultando em um menor impacto ambiental. A expedição representa um passo importante para a conservação e o entendimento dos ecossistemas marinhos da região.
Iniciativas como essa são fundamentais para a preservação do meio ambiente e podem ser impulsionadas pela sociedade civil. O apoio a projetos de pesquisa e conservação pode garantir que locais como o Arquipélago de Martim Vaz continuem a ser explorados e protegidos, contribuindo para a preservação da biodiversidade marinha.

A barragem Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras (PB), foi inaugurada com investimento de R$ 34 milhões, beneficiando mais de 83 mil pessoas e promovendo segurança hídrica na região. A obra, parte do Projeto de Integração do São Francisco, traz esperança para a agricultura e a pesca local.

Indústria de cosméticos no Brasil enfrenta desafios ambientais, mas avança com reciclagem. O programa "Mãos Pro Futuro" reciclou 160 mil toneladas em 2023, destacando iniciativas de empresas como Boticário e Natura.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, discute na França o Balanço Ético Global, que será apresentado na COP 30 em Belém, visando uma avaliação ética da crise climática. A iniciativa busca mobilizar ações efetivas diante da inação global.

A NK Store lançou a plataforma NK Archive, permitindo que clientes revendam suas peças sem taxas, promovendo a circularidade da moda. Iniciativas semelhantes estão sendo adotadas por marcas como Miu Miu e ALUF.

Petrobras lança ProFloresta+ com BNDES, visando restaurar 50 mil hectares na Amazônia e gerar 15 milhões de créditos de carbono, após polêmicas sobre compra anterior de créditos.

Karenna Gore, filha de Al Gore, foi nomeada coordenadora para a América do Norte do Balanço Ético Global da COP30 e participará de uma celebração inter-religiosa no Brasil, enfatizando a ética na crise climática.