Entre 2023 e 2024, o Matopiba desmatrou 1,38 milhão de hectares, representando 75% do desmatamento do cerrado, com grande parte das áreas autorizadas, mas sem critérios rigorosos. O desmatamento no Matopiba, região que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, levanta preocupações sobre a falta de critérios rigorosos para as autorizações, apesar de ser legalizado.

O Brasil, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, registrou uma significativa redução do desmatamento na Amazônia a partir de 2023. No entanto, a expansão da agricultura no Matopiba, que abrange os cerrados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, gerou preocupações. Entre 2023 e 2024, essa região desmatou 1,38 milhão de hectares, representando 75% do desmatamento do cerrado, segundo dados da rede MapBiomas.
A maioria das áreas desmatadas no Matopiba possui autorização, mas a falta de critérios rigorosos para a concessão dessas permissões levanta questões sobre a sustentabilidade. Roberta Rocha, analista do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), destaca que a região concentra mais desmatamento do que todo o bioma Amazônia, o que exige atenção especial.
Em 2024, o Matopiba foi responsável por 42% do desmatamento total do Brasil, com todos os seus estados figurando entre os cinco com maior área desmatada. O Maranhão, por exemplo, liderou o ranking, com a maior parte do desmatamento ocorrendo no cerrado. A cidade de São Desidério, na Bahia, destacou-se como a mais desmatada do país, refletindo a intensa produção agrícola da região.
Embora o desmatamento na Amazônia seja predominantemente ilegal, no Matopiba, um percentual significativo é legalizado. Em 2019, apenas um em cada quatro hectares desmatados tinha Autorização de Supressão de Vegetação (ASV). Em 2023, essa proporção aumentou para dois em cada três hectares. O Código Florestal brasileiro estabelece critérios para a emissão da ASV, mas a aplicação varia entre os estados.
Um estudo da Climate Policy Initiative/PUC-Rio, divulgado em março de 2024, aponta que os processos de autorização no Matopiba são frágeis e carecem de uniformidade. Apenas o Piauí exige informações detalhadas sobre espécies ameaçadas, enquanto outros estados têm requisitos mais brandos. A falta de transparência nas bases de dados de ASVs também é uma preocupação, dificultando o monitoramento do desmatamento legal.
Diante desse cenário, é fundamental que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que promovam a preservação ambiental e a recuperação de áreas desmatadas. Projetos que visem a proteção do cerrado e a promoção de práticas agrícolas sustentáveis podem fazer a diferença na luta contra o desmatamento e na preservação da biodiversidade.

O Inmet emitiu alertas de "perigo potencial" de geada no Sul e chuvas intensas no Norte do Brasil. Temperaturas variam de 6ºC em Porto Alegre a 35ºC em Campo Grande e Palmas, com risco de alagamentos.

Milhares de mulheres indígenas de diversos países marcharam em Brasília, exigindo proteção ambiental e pressionando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a vetar um projeto de lei que facilita licenças ambientais. A manifestação ocorre em um momento crucial, com a COP30 se aproximando, destacando a importância da Amazônia na luta contra o aquecimento global.

Campo Grande, reconhecida como "Tree City of the World", inicia a erradicação da leucena, espécie exótica que ameaça a biodiversidade local, visando proteger o ecossistema. A medida é considerada um avanço por especialistas.

A Prefeitura de São Paulo reestrutura seu programa de arborização, priorizando áreas áridas como Sapopemba, em resposta a críticas de ambientalistas e visando mitigar o calor urbano. O projeto "Futuro Mais Verde" busca reverter a escassez de árvores no Centro e na Zona Leste, com plantios de espécies nativas e melhorias em calçadas. A meta é aumentar de 10 para 50 bosques até 2028.

Pesquisadores buscam modificar geneticamente plantas para aumentar a tolerância ao calor, visando mitigar os impactos das mudanças climáticas na produção de alimentos. A edição genética pode ser crucial para garantir a segurança alimentar futura.

Em novembro de 2025, o Brasil será palco da COP 30 e do Prêmio Earthshot, promovido pelo Príncipe William, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, destacando soluções ambientais inovadoras.