Uma pesquisa recente indica que a eliminação de hipertensão, diabetes e tabagismo poderia prevenir até 44% dos casos de demência antes dos 80 anos, destacando a importância de políticas de saúde preventiva. O estudo, publicado no JAMA Neurology, analisou dados de mais de 12 mil adultos e revelou que o impacto desses fatores de risco aumenta com a idade, especialmente entre 65 e 74 anos. Especialistas ressaltam a robustez da metodologia, mas alertam para limitações, como a falta de análise de outras variáveis que também influenciam o risco de demência.
Uma pesquisa recente publicada no periódico JAMA Neurology revela que entre 22% e 44% dos casos de demência diagnosticados antes dos 80 anos poderiam ser evitados com a eliminação de três fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes e tabagismo. O estudo, que acompanhou 12.280 adultos por até 33 anos, destaca a importância de controlar esses fatores desde a meia-idade para prevenir não apenas infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs), mas também a demência.
Os pesquisadores analisaram a presença dos fatores de risco em diferentes faixas etárias, constatando que o impacto deles sobre o risco de demência aumenta com a idade. Na faixa de 45 a 54 anos, 21,8% dos casos foram atribuídos a pelo menos um dos fatores; entre 55 e 64 anos, esse percentual subiu para 26,4%; e entre 65 e 74 anos, chegou a 44%. Esses dados reforçam a necessidade de políticas de prevenção voltadas para a saúde vascular.
Embora estudos anteriores já tenham identificado esses fatores como riscos para a demência, as estimativas de fração atribuível populacional (PAF) eram significativamente menores. A pesquisa atual se destaca pela metodologia que considera a interação entre os fatores de risco, algo que não foi amplamente abordado em investigações anteriores. Além disso, a análise por faixa etária trouxe novas perspectivas sobre a relevância desses fatores em idades mais avançadas.
Para casos diagnosticados após os 80 anos, a contribuição estimada dos fatores de risco foi bem menor, variando de 2% a 8%. Os pesquisadores sugerem que, em pessoas muito idosas, a presença de múltiplas comorbidades dificulta a identificação de um único fator responsável pela demência. Especialistas brasileiros destacam a robustez da metodologia, mas também apontam limitações, como a falta de análise de outras variáveis relevantes, como nível de escolaridade e sedentarismo.
O estudo identificou subgrupos populacionais mais vulneráveis aos fatores de risco, incluindo mulheres, população negra e indivíduos sem predisposição genética para Alzheimer. Em mulheres a partir dos 55 anos, a PAF variou entre 29,2% e 51,3%. Para a população negra, a PAF variou de 25,5% a 52,9%, refletindo a maior prevalência dessas condições. Já em pessoas sem o gene APOE ε4, a PAF foi de 33,3% a 61,4%, indicando um impacto ainda maior na ausência de predisposição genética.
Os danos causados por hipertensão, diabetes e tabagismo afetam os vasos cerebrais de forma gradual e silenciosa, contribuindo para o aumento do risco de demência. A pesquisa destaca a importância de um estilo de vida saudável e do tratamento de doenças crônicas como medidas preventivas. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a saúde vascular e a prevenção da demência, beneficiando assim a população em geral.

Pesquisadores da USP descobriram uma molécula no veneno do escorpião Brotheas amazonicus com potencial antitumoral semelhante ao paclitaxel, além de novas estratégias em imunoterapia e inteligência artificial para o câncer. Essa pesquisa, apresentada na FAPESP Week França, pode revolucionar o tratamento do câncer de mama e outras doenças.

A cetamina, anestésico com uso crescente no tratamento da depressão resistente, enfrenta barreiras de acesso no Brasil, levando pacientes a recorrerem à Justiça para garantir o tratamento. Embora aprovada para uso psiquiátrico, a terapia é frequentemente negada por planos de saúde, resultando em ações judiciais que costumam ser favoráveis aos pacientes. O custo elevado das sessões, que pode ultrapassar R$ 3 mil, e a necessidade de supervisão médica complicam ainda mais o acesso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou diretrizes globais para o manejo clínico de arboviroses, como dengue e chikungunya, em resposta à crescente disseminação dessas doenças. O documento visa auxiliar profissionais de saúde na identificação e tratamento, especialmente em áreas com recursos limitados, destacando a importância de diferenciar os sintomas e oferecendo recomendações específicas para casos graves e não graves.

Pesquisadores da Escola Médica de Harvard descobriram que a perda de lítio no cérebro pode ser uma das primeiras alterações na doença de Alzheimer, e um novo composto restaurou a memória em camundongos. O estudo sugere que a deficiência de lítio pode ser uma causa da doença, abrindo novas possibilidades terapêuticas. A pesquisa, que levou uma década, destaca a importância do lítio na saúde cerebral e seu potencial no tratamento do Alzheimer.

A morte de uma adolescente no Distrito Federal devido ao uso de cigarro eletrônico levanta preocupações sobre os riscos à saúde, com especialistas alertando para danos pulmonares severos e a síndrome de Evali. A OMS destaca o aumento do uso entre jovens, enquanto a SES-DF aponta um crescimento de 25% no número de fumantes no Brasil.

Após um surto de sarampo no Tocantins, o Brasil não registrou novos casos em duas semanas. O Ministério da Saúde enviou vacinas e implementou a dose zero para crianças em áreas vulneráveis.