Terceiro Setor

Felca denuncia adultização e exploração infantil nas redes sociais em vídeo impactante e gera controvérsia

A Justiça de São Paulo autorizou a quebra de sigilo de 233 perfis que acusaram o youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, de pedofilia, considerando-o vítima de injúria. Ele processou os usuários e propôs um acordo para doações a instituições de proteção infantil.

Atualizado em
August 14, 2025
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Justiça autoriza quebra de sigilo contra mais de 200 perfis que chamaram Felca de pedófilo. Foto: Felca/YouTube/Reprodução

A Justiça de São Paulo autorizou a quebra de sigilo de 233 perfis que acusaram o youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, de pedofilia. A decisão foi proferida pela juíza Flavia Poyares Miranda, que considerou que Felca foi vítima de injúria. Os ataques ocorreram durante a divulgação de seu vídeo sobre "adultização", que alerta sobre a exploração infantil nas redes sociais.

O vídeo, publicado em seis de agosto, já conta com mais de 37 milhões de visualizações e expõe práticas de influenciadores que sexualizam crianças e adolescentes em troca de monetização. Os usuários que o acusaram alegaram que Felca seguia perfis que promovem esse tipo de conteúdo, o que ele nega, afirmando que sua intenção era coletar material para sua denúncia.

A juíza determinou que as plataformas X e YouTube forneçam dados cadastrais e logs de acesso dos perfis processados. Caso as ordens não sejam cumpridas, as empresas poderão ser multadas em R$ 200,00 por dia, com um teto de 30 dias. Felca, por sua vez, processou mais de 200 perfis e propôs um acordo que envolve doações a instituições de proteção infantil.

Felca explicou que sua intenção ao seguir os perfis era exclusivamente para a produção do vídeo e não para endossar o conteúdo. Ele afirmou que a difamação prejudica a luta contra a pedofilia, ressaltando que a vulgarização do termo beneficia apenas os criminosos. Seu advogado, João de Senzi, divulgou a lista de contas processadas na rede social X.

O youtuber sugeriu que, em troca da retirada do processo, os acusados doassem R$ 250,00 para instituições que atuam na proteção infantil e apresentassem um pedido de desculpas. Até o momento, mais de oitenta pessoas já realizaram as doações e se retrataram publicamente.

Essa situação destaca a importância de ações coletivas em defesa dos direitos das crianças e adolescentes. Projetos que visam a proteção e a conscientização sobre a exploração infantil devem ser apoiados pela sociedade civil, promovendo um ambiente mais seguro para todos.

Estadão
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