Meio Ambiente

Fernando de Noronha celebra recorde histórico com 805 desovas de tartarugas marinhas nesta temporada

Fernando de Noronha alcançou um novo marco na conservação de tartarugas marinhas, com 805 desovas nesta temporada, superando o recorde anterior de 432. A Praia do Leão foi o principal local, com a maioria dos filhotes já nascendo.

Atualizado em
July 31, 2025
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Noronha teve o maior número de ninhos de tartarugas da história — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Fernando de Noronha alcançou um marco histórico na reprodução de tartarugas marinhas, com a contabilização de oitocentas e cinco desovas nesta temporada. O recorde anterior, de quatrocentos e trinta e dois ninhos, foi superado, refletindo os esforços contínuos de conservação na ilha. A informação foi divulgada pela Fundação Projeto Tamar, que tem monitorado a tartaruga-verde (Chelonia mydas) desde mil novecentos e oitenta e quatro.

A Praia do Leão se destacou como o principal local de desova, concentrando mais de setenta por cento dos ninhos registrados. A coordenadora do Projeto Tamar, Rafaely Ventura, explicou que a escolha desse local se deve à tranquilidade da área, que favorece a desova. Atualmente, quase todos os filhotes já nasceram, com apenas um ninho aguardando o nascimento, previsto para os próximos dias.

Os resultados positivos são atribuídos ao trabalho de conservação realizado ao longo de mais de quarenta anos. Ventura comemorou a conquista, afirmando que "agora estamos colhendo os frutos" desse esforço. O Projeto Tamar tem como missão a recuperação das populações de tartarugas marinhas no Brasil, e os dados desta temporada são um reflexo do sucesso dessa iniciativa.

O monitoramento da tartaruga-verde em Fernando de Noronha é uma prática que começou em mil novecentos e oitenta e quatro, e os resultados desta temporada demonstram a eficácia das ações de preservação. A Fundação Projeto Tamar continua a trabalhar para garantir a proteção e a recuperação das espécies marinhas, essenciais para o ecossistema local.

Além disso, os primeiros ninhos da temporada de dois mil e vinte e quatro foram registrados no início de dezembro de dois mil e vinte e quatro, com os filhotes nascendo cerca de cinquenta dias após a desova. Essa continuidade de desovas é um sinal positivo para a conservação das tartarugas marinhas na região.

Iniciativas como a do Projeto Tamar são fundamentais para a preservação da biodiversidade marinha. A união da sociedade civil pode ser um grande impulso para fortalecer projetos de conservação e garantir um futuro sustentável para as tartarugas marinhas e outros animais ameaçados. Juntos, podemos fazer a diferença e apoiar ações que promovam a proteção do nosso meio ambiente.

Globo.com
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