A Comissão Kofi Annan propõe reformas na governança global da segurança alimentar, destacando a necessidade de coordenação e inclusão de pequenos produtores para combater a fome. A nova Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza busca fortalecer essas iniciativas.

A fome global é um problema complexo, amplamente ligado a conflitos, mudanças climáticas e crises econômicas. Nos últimos anos, a pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia agravaram essa situação, interrompendo cadeias de suprimentos e elevando os preços dos alimentos. Contudo, a frágil governança global dos sistemas alimentares é um fator crucial que muitas vezes é negligenciado. A forma como os países e organizações internacionais coordenam seus esforços impacta diretamente a eficácia das políticas de segurança alimentar.
Um relatório recente da Comissão Kofi Annan, intitulado Reimaginando a Governança Global para a Segurança Alimentar, propõe mudanças significativas para aprimorar a governança global. O documento destaca a falta de coordenação, transparência e eficácia no sistema atual, que se mostra inadequado para enfrentar os desafios interconectados da fome. A Comissão sugere quatro mudanças fundamentais, incluindo um maior alinhamento com a Agenda 2030 e a criação de um Grupo de Governança Alimentar.
Além disso, o relatório enfatiza a importância de uma abordagem preventiva em vez de reativa. A fome é frequentemente combatida com ajuda emergencial, mas a promoção da resiliência dos sistemas alimentares deve ser priorizada. Um Mecanismo de Proteção da Segurança Alimentar poderia atuar proativamente, protegendo populações vulneráveis antes que crises se instalem.
Outro ponto crucial é o reconhecimento dos alimentos como um bem público global. A segurança alimentar deve ser integrada a agendas mais amplas, como ação climática e políticas comerciais. Atualmente, menos de quatro por cento do financiamento climático global é destinado à alimentação e agricultura, apesar de sua contribuição significativa para as emissões de gases de efeito estufa.
A Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, lançada durante a presidência brasileira do G20, busca fortalecer a governança e evitar a duplicação de esforços. A Aliança propõe uma “cesta de políticas” que reúne experiências bem-sucedidas de segurança alimentar e promove a troca de conhecimento entre países. Além disso, destaca a necessidade de uma avaliação abrangente das iniciativas passadas para garantir que novos esforços sejam construídos sobre bases sólidas.
O relatório da Comissão Kofi Annan oferece um plano valioso para fortalecer a governança alimentar global. A liderança do presidente Lula, reconhecido por sua atuação na erradicação da fome no Brasil, pode ser fundamental para mobilizar esforços em prol do Fome Zero. Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos, promovendo ações que garantam a segurança alimentar e nutricional para todos.

A Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) coleta dados para a 4ª edição do Atlas dos Cuidados Paliativos, visando mapear e fortalecer a Política Nacional de Cuidados Paliativos no Brasil. Coordenadores de serviços de saúde têm até 20 de junho para participar, contribuindo para um panorama atualizado da especialidade. A última edição, em 2022, registrou 234 serviços, refletindo o crescimento na área.

Hemerson Dantas dos Santos, etnobotânico Pataxó Hã-Hã-Hãi, catalogou 175 plantas medicinais da comunidade, unindo saberes tradicionais e ciência contemporânea, em um estudo inédito. A pesquisa destaca a importância da preservação cultural e dos conhecimentos ancestrais diante da modernidade.

A Associação Akasha lança projeto de aulas de artes gratuitas para crianças em vulnerabilidade social em São Paulo, promovendo criatividade e autoestima. Contribuições financiarão materiais e oficinas, transformando vidas.

O Ministério da Saúde inicia o envio de mensagens via WhatsApp para alertar 270 mil pacientes com hipertensão sobre a continuidade do tratamento. A ação visa reforçar a adesão a medicamentos essenciais.

Maria Fernanda Delmas, em evento em São Paulo, alertou que o conceito de responsabilidade social, ambiental e de governança (ESG) está perdendo relevância, mas a ação das empresas é crucial para enfrentar desafios como mudanças climáticas e diversidade geracional.
O Programa Acredita no Primeiro Passo, lançado em 2024 pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, já movimentou R$ 3,4 bilhões em crédito, gerando 200 mil empregos e reduzindo a extrema pobreza em 21,4%. A iniciativa visa capacitar e apoiar pequenos empreendedores, promovendo justiça social e oportunidades reais de transformação.