O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 63 dispositivos do projeto de flexibilização do licenciamento ambiental é celebrado por entidades ambientais, que veem isso como um avanço na proteção do meio ambiente. O governo enviou um novo projeto de lei e uma Medida Provisória para corrigir falhas, mantendo a integridade do licenciamento e evitando a análise em uma única etapa. A pressão da sociedade civil foi crucial para essa decisão, mas a luta continua no Congresso para garantir a efetividade dos vetos.

Entidades ambientais comemoraram o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a sessenta e três dispositivos do projeto que flexibiliza o licenciamento ambiental no Brasil. O governo também apresentou um novo projeto de lei ao Congresso para corrigir falhas e uma Medida Provisória para implementar a Licença Ambiental Especial (LAE) sem a análise em uma única etapa, como previa a proposta original. O Greenpeace destacou que os vetos representam um esforço para preservar o meio ambiente e a segurança jurídica.
Gabriela Nepomuceno, especialista de Políticas Públicas do Greenpeace, ressaltou a importância da mobilização da sociedade civil para sensibilizar o presidente sobre os problemas do projeto. Ela alertou que novas votações no Congresso ainda estão por vir, tanto da medida provisória quanto do projeto de lei que busca aperfeiçoar o texto. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) considerou os vetos um avanço crucial para a legislação ambiental, sinalizando um compromisso do governo com a proteção ambiental.
André Guimarães, diretor-executivo do Ipam, destacou que a sensibilidade do Executivo em ouvir a comunidade científica e a sociedade civil é um passo importante, mas alertou que a vitória ainda está em disputa. O Instituto Socioambiental (ISA) também elogiou os vetos, afirmando que demonstram um compromisso do governo com a proteção da natureza e o combate às mudanças climáticas. Alice Dandara de Assis Correia, advogada do ISA, pediu uma análise cuidadosa dos vetos e das novas propostas.
O Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) considerou os vetos de suma importância, afirmando que abordaram corretamente os pontos problemáticos do projeto. Marcos Woortmann, diretor-adjunto do IDS, enfatizou a necessidade de manter a pressão no Congresso para que os vetos sejam respeitados. A ONG SOS Mata Atlântica destacou o veto do artigo que garante a integridade da Lei da Mata Atlântica como uma vitória da sociedade, especialmente em um momento crítico como a véspera da COP30.
A WWF-Brasil também apoiou os vetos, afirmando que eles atendem ao clamor da sociedade contra o texto aprovado pelo Congresso. Ana Carolina Crisostomo, especialista em conservação da ONG, mencionou que os vetos retiraram pontos críticos, como a licença por adesão para atividades de médio impacto poluidor. O professor de Direito Ambiental na PUC-Rio, Oscar Graça Couto, afirmou que os vetos eliminaram inconstitucionalidades do texto aprovado, destacando a importância de um equilíbrio nas discussões sobre a legislação ambiental.
Com a mobilização da sociedade civil e a sensibilidade do governo, é possível avançar na proteção ambiental. Projetos que visam a preservação e o desenvolvimento sustentável devem ser apoiados pela comunidade, pois a união pode fazer a diferença na luta por um futuro mais equilibrado e justo para todos.

O Brasil conta com 111 projetos de hidrogênio verde, totalizando R$ 454 bilhões em investimentos. A amônia verde se destaca por sua competitividade de custo em relação à versão convencional.
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que agiliza o combate a incêndios florestais e a recuperação de áreas afetadas por desastres climáticos. A proposta permite a atuação de tripulações estrangeiras e destina emendas ao Fundo Nacional de Meio Ambiente.

Manguezais da Reserva Biológica de Guaratiba, no Rio de Janeiro, estão se deslocando 300 metros para o interior devido à elevação do nível do mar, conforme pesquisa do NEMA/Uerj. Essa mudança gera preocupações sobre a perda de serviços ecossistêmicos essenciais, como a proteção contra inundações e a regulação do clima.

O Brasil se encontra em uma encruzilhada no combate ao aquecimento global, com a COP30 se aproximando. A destinação de florestas públicas para conservação pode ser um passo decisivo para reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Após as tragédias de Brumadinho e Mariana, mineradoras adotam pilhas de rejeito, armazenando 70% dos resíduos da Vale dessa forma. Contudo, falta regulamentação e fiscalização para garantir segurança.

Setenta por cento dos brasileiros apoiam o fortalecimento das leis ambientais, enquanto o presidente Lula tem 15 dias para decidir sobre o polêmico Projeto de Lei 2.159/2021, que flexibiliza o licenciamento ambiental.