O Grupo Corpo, em sua nova coreografia "Piracema", utiliza 82 mil latas de sardinha para explorar a relação do homem com a natureza e a transformação, celebrando seus 50 anos de arte. A obra, que reflete a identidade brasileira, destaca a urgência de uma nova relação ecológica, unindo dança e música de forma inovadora.

O Grupo Corpo, uma das principais companhias de dança do Brasil, celebra cinco décadas de trajetória com a estreia da nova coreografia "Piracema", criada por Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches. A obra, que utiliza 82 mil latas de sardinha no cenário, reflete sobre a relação do homem com a natureza e a transformação, temas centrais da identidade brasileira.
A coreografia é inspirada no fenômeno natural da piracema, que se refere ao movimento dos peixes que sobem os rios para desovar. Os onze bailarinos em cena, vestidos inicialmente com collants amarelos, representam essa força da natureza, enquanto seus movimentos evocam a respiração e a transformação, elementos fundamentais da obra.
A trilha sonora, composta por Clarice Assad, combina ritmos afro-brasileiros com batidas eletrônicas, criando uma atmosfera que destaca a simultaneidade das ações no palco. A primeira parte da apresentação aborda a fugacidade da natureza, enquanto a segunda parte traz uma sonoridade mais melódica, refletindo uma união semelhante à de um cardume de peixes.
No final da coreografia, os bailarinos vestem figurinos brilhantes e os movimentos se tornam mais articulados, simbolizando uma nova vida que deve ser inventada. A obra é precedida por "Parabelo", uma coreografia clássica que explora as festas populares nordestinas, mostrando a diversidade cultural do Brasil.
O tema da transformação em "Piracema" também se relaciona com a trajetória do Grupo Corpo, que, ao longo de cinquenta anos, enfrentou desafios financeiros e de visibilidade. A companhia se destaca em festivais internacionais, reafirmando a importância da dança no cenário cultural brasileiro.
Com "Piracema", Pederneiras e Abranches reafirmam a exuberância da arte como um meio de multiplicar sentidos e refletir sobre questões ecológicas, estéticas e políticas. Em tempos de desafios, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas culturais que promovam a dança e a arte no Brasil.

Neste sábado (26/7), o Museu Nacional da República receberá a quinta edição do encontro do coletivo Julho das Pretas que Escrevem no DF, com o tema “Escrever o afrofuturol”. O evento, parte do Festival Latinidades, homenageia mulheres negras e inclui sarau, rodas de conversa e venda de livros. A inscrição é gratuita e aberta a todas as mulheres que desejam escrever, promovendo a inclusão e o fortalecimento de suas vozes.

Radamés Casseb, CEO da Aegea Saneamento, alerta sobre os riscos climáticos que impactam a infraestrutura de saneamento no Brasil, pedindo adaptações nos contratos para mitigar esses desafios. A empresa planeja investir R$ 45 bilhões até 2033, focando na universalização do acesso à água e esgoto.

Nos dias 7 e 8 de agosto, ocorreu a 10ª Reunião Ordinária do Fórum de Presidentes de Conselhos Distritais de Saúde Indígena (FPCONDISI) em Brasília, com a participação de lideranças indígenas e a reeleição de Wallace Apurinã. O evento discutiu o Plano Anual de Trabalho dos DSEI e a importância do controle social na saúde indígena.

A partir de 25 de maio, a nova NR-1 exigirá que empresas no Brasil gerenciem riscos psicossociais, em resposta ao aumento de afastamentos por problemas de saúde mental. A norma busca prevenir transtornos como ansiedade e depressão, exigindo ações sistemáticas e mensuráveis.

Um estudo britânico revela que caminhar pelo menos sete mil passos diários reduz em 26% o risco de câncer, destacando a importância do volume de atividade física em vez da intensidade. A pesquisa, que acompanhou mais de 85 mil participantes, sugere que até mesmo atividades leves, como caminhadas casuais, contribuem para a prevenção da doença. A oncologista Ana Paula Garcia Cardoso enfatiza que hábitos simples podem ter um impacto significativo na saúde, combatendo o sedentarismo e a obesidade.

Torcida do Ceará homenageia o autismo com mosaico 3D e ações inclusivas durante jogo contra o Grêmio, destacando a importância da conscientização no Abril Azul.