Socioambiental

Grupo de Trabalho Interministerial amplia Programa Amazônia Azul para incluir comunidades tradicionais e trabalhadores do mar

O Programa Amazônia Azul expande seu público-alvo para incluir quilombolas, ribeirinhos e trabalhadores da economia do mar, visando promover inclusão e desenvolvimento sustentável. A iniciativa, discutida em reunião interministerial, busca reduzir desigualdades sociais e ambientais nas comunidades costeiras, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando o acesso a políticas públicas.

Atualizado em
July 23, 2025
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Na segunda reunião do Grupo de Trabalho Interministerial, realizada em Brasília, foram estabelecidos novos critérios de elegibilidade para o Programa Amazônia Azul. A iniciativa, que visa a conservação dos recursos naturais da zona costeira e marinha, agora inclui quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e trabalhadores da economia do mar. O encontro, que ocorreu no dia 23 de julho, contou com a participação de representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), instituições financeiras e da sociedade civil.

O Programa Amazônia Azul busca promover a geração de emprego e renda, além de incluir populações vulneráveis. O secretário Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Daniel Fortunato, destacou que a ação é estratégica para construir um Brasil mais justo e sustentável, alinhando-se à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Atualmente, cerca de 54,8% da população brasileira reside na zona costeira, onde a desigualdade social é evidente.

A proposta do programa é dinamizar as economias locais por meio da valorização da biodiversidade marinha e do fortalecimento das cadeias produtivas ligadas ao mar. A iniciativa também visa ampliar o acesso das populações costeiras a políticas públicas integradas e a inclusão produtiva. A presença de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco da Amazônia (BASA) reforça o compromisso com o financiamento de ações transformadoras.

Os critérios de seleção dos projetos contemplados pelo programa serão baseados em indicadores sociais, econômicos e ambientais. Vicente Lima, diretor do Departamento de Gestão da Informação do MIDR, informou que o público-alvo foi ampliado para incluir trabalhadores formais da economia do mar e microempreendedores individuais. Os critérios considerarão, por exemplo, o número de trabalhadores formais nos setores relacionados ao mar e o percentual de pescadores beneficiários do Programa Bolsa Família.

O Brasil possui atualmente setecentos e cinquenta e um municípios litorâneos, muitos dos quais enfrentam graves vulnerabilidades sociais e ambientais. O Programa Amazônia Azul busca mudar essa realidade, promovendo a inclusão e o desenvolvimento sustentável nas comunidades costeiras. A iniciativa é uma resposta à necessidade de enfrentar as desigualdades regionais e melhorar a infraestrutura e o acesso a políticas públicas.

Essa mobilização em torno do Programa Amazônia Azul é uma oportunidade para que a sociedade civil se una em prol de causas que promovam a inclusão e a sustentabilidade. Projetos que visam apoiar essas comunidades podem fazer a diferença na vida de muitos, contribuindo para um futuro mais justo e equilibrado. A união em torno dessas iniciativas pode transformar realidades e fortalecer as cadeias produtivas locais.

Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
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