Impacto Social

Hospital de Amor inova com chatbot para monitoramento pós-cirúrgico e soluções em saúde pública

Hospital de Amor em Barretos inova com chatbot para monitoramento pós-cirúrgico, melhorando a comunicação com pacientes e desenvolvendo soluções tecnológicas em parceria com startups. A iniciativa visa aprimorar o atendimento no SUS.

Atualizado em
May 8, 2025
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Paciente conversa por Whatsapp com chatbot que faz monitoramento após cirurgia no Hospital de Amor, em Barretos (SP) - Kidopi

O Hospital de Amor, localizado em Barretos (SP), tem se destacado por suas inovações no tratamento de câncer, especialmente com a recente implementação de um chatbot para monitoramento pós-cirúrgico. Este robô, acessível via WhatsApp, permite que pacientes se comuniquem sobre sintomas e recebam orientações médicas, facilitando o acompanhamento de sua recuperação em casa. Essa iniciativa faz parte de um programa de inovação que o hospital adotou desde dois mil e dezenove, visando aprimorar o atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O chatbot já demonstrou eficácia ao interpretar expressões coloquiais dos pacientes, como "gastura", que se refere a azia, e "anjo", que indica tranquilidade. Além disso, o hospital realiza cerca de cinco mil cirurgias anualmente e processa um grande volume de dados, que são utilizados para desenvolver soluções tecnológicas em parceria com startups. Luis Gustavo Romagnolo, médico e diretor de inovação do hospital, enfatiza a importância de direcionar inovações para a saúde pública, ao contrário do que ocorre na maioria dos hubs de inovação, que se concentram na saúde suplementar.

Entre as inovações, destacam-se soluções para diagnóstico de câncer de mama, identificação de burnout entre profissionais de saúde e o uso de realidade virtual para reduzir a ansiedade em crianças durante tratamentos oncológicos. O hospital também criou um "data lake" para armazenar dados anonimizados, permitindo que startups testem suas inteligências artificiais (IAs) em um ambiente real, com supervisão de profissionais de saúde.

A startup Kidopi, responsável pelo chatbot, é uma das muitas healthtechs que foram aceleradas pelo centro de inovação Harena do hospital. Os resultados são promissores: entre os pacientes com câncer de mama, quarenta e um por cento relataram melhora dos sintomas após a quimioterapia com a orientação do chatbot, evitando idas ao pronto-socorro. Para aqueles que passaram por cirurgias colorretais, setenta e quatro por cento foram monitorados à distância e não precisaram retornar ao hospital.

Além disso, a Kidopi está desenvolvendo uma nova IA para auxiliar médicos emergencistas e um boneco de pelúcia que interage com crianças durante procedimentos médicos. Mario Adolfi, fundador da Kidopi, destaca a necessidade de aproveitar a empolgação com a tecnologia para acelerar a adoção de inovações na saúde, que historicamente enfrenta resistência.

Outra startup, a SAS Brasil, utiliza o "data lake" do Hospital de Amor para criar um algoritmo que detecta risco de câncer de colo de útero, visando acelerar o diagnóstico e tratamento de mulheres em áreas remotas. Com uma taxa de assertividade de noventa e sete por cento, essa tecnologia pode ser um divisor de águas na saúde pública. Em um cenário onde a saúde enfrenta constantes desafios, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a equidade e a inovação no atendimento médico.

Folha de São Paulo
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