Ibama libera captura de 649 pirarucus na Terra Indígena Vale do Javari, gerando R$ 415 mil para comunidades locais. A ação promove a conservação e a renda sustentável nas áreas indígenas.

Manaus/AM (06 de agosto de 2025) - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a captura e comercialização legal de 649 unidades de pirarucu (Arapaima gigas) na Terra Indígena Vale do Javari, no estado do Amazonas. A autorização foi emitida em quatro licenças para associações locais, com o apoio da prefeitura de Atalaia do Norte, visando beneficiar as comunidades indígenas da região.
As associações que receberam as autorizações incluem a Associação dos Produtores Rurais e Preservadores da Comunidade São Rafael, a Associação Marubo do Médio Curuçá, a Cooperativa de Preservação Etnoambiental Autônoma dos Kanamaris da Aldeia São Luiz e a Organização Geral dos Mayuruna. As cotas autorizadas abrangem diferentes áreas da Terra Indígena Vale do Javari, totalizando um peso estimado de 51,9 toneladas.
As autorizações foram distribuídas entre várias localidades, como o Rio Itacoaí, onde foram liberadas 154 unidades, e o Médio Javari, que recebeu 90 unidades. Além disso, a região do Rio Pardo e do Baixo e Médio Rio Curuçá teve autorização para a captura de 216 unidades em 51 lagos. Essa atividade pode gerar até R$ 415 mil em receitas para as comunidades envolvidas.
O manejo sustentável do pirarucu é regulamentado por um conjunto de normas que garantem a proteção da espécie e a regularidade da atividade pesqueira. Entre as legislações relevantes estão a Instrução Normativa nº 34/2004, que estabelece o tamanho mínimo e o período de defeso reprodutivo, e a Portaria Ibama nº 22/2025, que institui o Programa Arapaima no Amazonas.
Além de ser uma fonte de renda para as comunidades indígenas, o manejo sustentável do pirarucu contribui para a conservação da floresta e a proteção da biodiversidade amazônica. A compra de produtos legalizados e autorizados pelo Ibama é uma forma de apoiar diretamente as comunidades que vivem na floresta e atuam na sua preservação.
Nessa situação, a união da sociedade pode ajudar a fortalecer iniciativas que promovem a sustentabilidade e a dignidade das comunidades locais. Ao optar por produtos que respeitam o manejo sustentável, todos podem contribuir para a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento econômico das populações indígenas.

A Justiça de Goiás absolveu os sócios do Eco Resort Quinta de Santa Bárbara e extinguiu a punibilidade da empresa por crime ambiental, alegando falta de provas e prescrição da pena. Em 2017, o MPGO denunciou irregularidades na construção em área de preservação e uso de herbicidas, que causaram danos à flora local. A decisão da juíza Mariana Amaral de Almeida Araújo foi proferida em 28 de maio de 2025.

O Projeto SABO, parceria entre Brasil e Japão, implantará barreiras de contenção em Nova Friburgo e Teresópolis para prevenir deslizamentos, alinhando-se aos compromissos climáticos do Brasil para a COP30. As obras, com início previsto até 2026, visam proteger comunidades vulneráveis e reduzir riscos em áreas afetadas por desastres naturais.

O Brasil ainda enfrenta sérios desafios em saneamento básico, com apenas 55,2% de cobertura de esgoto. Investimentos anuais precisam aumentar de R$ 25,6 bilhões para R$ 45,1 bilhões até 2033 para atender as metas do novo Marco Legal.

Guano de pinguins na Antártida gera nuvens que influenciam o clima local, com amônia em concentrações superiores às do oceano. Estudo revela impacto potencial no aquecimento e resfriamento da superfície.

Pesquisadores brasileiros criaram o Condition Assessment Framework, uma ferramenta inovadora para avaliar compensações ambientais na Mata Atlântica, mostrando alta eficácia na restauração de áreas degradadas. A pesquisa, apoiada pela FAPESP, revela que a combinação de proteção e restauração pode resolver quase todos os déficits de vegetação nativa, com custos intermediários.

Chef Saulo Jennings, embaixador da culinária amazônica, será destaque na COP30 em Belém, promovendo a biodiversidade e políticas públicas através da gastronomia local.