O Brasil se destaca como a quarta potência em energias renováveis, com custos de energia eólica a US$ 30 por megawatt-hora e solar a US$ 48, segundo relatório da IRENA. O país atrai investimentos em soluções verdes, apesar de desafios na infraestrutura.

O mercado global de energias renováveis se destacou em 2024, mantendo sua liderança em relação aos combustíveis fósseis, mesmo diante de um cenário geopolítico complicado, marcado por conflitos e incertezas. O relatório da Agência Internacional para a Transição Energética (IRENA), divulgado em 22 de julho, revela que o uso de fontes limpas resultou em uma economia de US$ 467 bilhões (R$ 2,6 trilhões) ao evitar a utilização de fontes poluentes, além de R$ 317 bilhões em novos projetos implementados no último ano.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, enfatizou que "fontes limpas são uma escolha de economia inteligente", ressaltando que essas energias estão "iluminando o caminho para um mundo com energia acessível, abundante e segura para todos". Nesse contexto, o Brasil se consolidou como a quarta maior potência mundial em energias renováveis, atrás apenas da China, Estados Unidos e União Europeia, destacando-se pela competitividade econômica e abundância de recursos naturais.
Em 2024, a energia eólica onshore no Brasil alcançou um custo de US$ 30 por megawatt-hora (MWh), equiparando-se aos níveis da China e tornando-se um dos mercados mais acessíveis do mundo. A energia solar fotovoltaica também apresentou um custo competitivo, com US$ 48 por MWh. Esses dados indicam uma transformação significativa no cenário energético global, com noventa e um por cento dos novos projetos renováveis apresentando melhor custo-benefício em comparação com alternativas fósseis.
Globalmente, a energia solar se tornou, em média, 41% mais barata do que a alternativa fóssil mais econômica, enquanto os projetos eólicos onshore foram 53% menos custosos, mantendo sua posição como a fonte mais acessível de nova eletricidade. O diretor-geral da IRENA, Francesco La Camera, atribui essa alta competitividade a anos de inovação, políticas adequadas e mercados em expansão.
Embora a energia hidrelétrica ainda represente mais de cinquenta por cento da eletricidade nacional, o crescimento acelerado das fontes solar e eólica indica uma diversificação robusta da matriz energética brasileira. O avanço é sustentado por esquemas de contratação estáveis, como leilões públicos com contratos de longo prazo, que reduzem riscos financeiros e facilitam o acesso ao capital.
Entretanto, a IRENA alerta para desafios que podem comprometer a sustentabilidade do crescimento do setor. No Brasil, a flexibilidade da rede elétrica e os sistemas de armazenamento ainda estão em desenvolvimento, sendo essenciais para a expansão das fontes renováveis. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a inovação e a sustentabilidade no setor energético, garantindo um futuro mais verde e acessível para todos.

Arqueólogos descobriram um pão carbonizado de cinco mil anos na Turquia, levando a padaria de Eskisehir a recriar a receita, esgotando rapidamente a produção de 300 pães diários.

A Conferência dos Oceanos, em junho, será crucial para as negociações climáticas da COP30 em Belém, destacando a urgência de integrar oceanos e biodiversidade nas discussões. David Obura, chairman da IPBES, alerta sobre a perda de serviços ecossistêmicos e a necessidade de decisões imediatas para evitar danos irreversíveis.

O inverno de 2025 traz temperaturas de 3 °C a 5 °C mais baixas em São Paulo, aumentando a demanda por energia e medicamentos, e impactando saúde, agronegócio e turismo. O meteorologista Guilherme Martins, da Nottus, destaca que a mudança climática gera consequências econômicas, com um aumento de 107% nos casos de gripe em 2024. O setor de saúde enfrenta pressão, enquanto a demanda por energia elétrica e gás natural cresce. O agronegócio apresenta um cenário misto, e o varejo se beneficia com vendas de produtos de inverno. O turismo também é afetado, com migração de turistas para regiões mais quentes.

MP-SP investiga a Sabesp por poluição nas represas Billings e Guarapiranga, após denúncias de contaminação química e falta de manutenção no esgoto. Moradores reclamam da qualidade da água.

Prefeitura do Rio e ICMBio firmam parceria para revitalizar o Parque Nacional da Tijuca, com foco em segurança, infraestrutura e conservação. Iniciativas incluem asfalto, aumento de guardas e melhorias na drenagem.

Estudo do Ipam revela que 20 milhões de hectares de vegetação nativa no cerrado foram queimados entre 2003 e 2020, com incêndios se espalhando para áreas não desmatadas, exigindo políticas urgentes de manejo do fogo.