Ibama multa a Equatorial em R$ 175 mil por mortes de bugios-ruivos em Porto Alegre e Viamão, exigindo medidas para proteger a fauna local após denúncias de mutilações e mortes em redes elétricas.

Porto Alegre/RS (07 de julho de 2025) – Após denúncias sobre mortes e mutilações de primatas, especialmente bugios-ruivos, nas redes elétricas de Porto Alegre e Viamão, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou uma operação de fiscalização. As denúncias, formalizadas entre março e abril deste ano, foram relacionadas à espécie Alouatta guariba clamitans, que está ameaçada de extinção no estado.
Uma das denúncias foi encaminhada pela organização não governamental Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá), que monitora incidentes envolvendo primatas em redes elétricas desde mil novecentos e noventa e nove. Em resposta às denúncias, o Ibama notificou a empresa Equatorial, responsável pela rede elétrica, para que apresentasse medidas mitigadoras para proteger a fauna local.
As medidas solicitadas incluem: isolamento da rede de baixa tensão, elevação da rede de alta tensão acima do dossel das árvores, poda de árvores quando necessário, instalação de passagens aéreas para os animais e monitoramento constante dos casos. A Equatorial enviou um relatório com informações sobre a troca de condutores e podas realizadas entre novembro de dois mil e vinte e quatro e janeiro de dois mil e vinte e cinco.
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) também se manifestou, informando que a empresa possui licença para realizar podas na área de segurança da linha de distribuição de energia. No entanto, a Fepam não possui dados sobre os impactos à fauna nas redes elétricas de Porto Alegre e Viamão.
Os agentes do Ibama destacam que a expansão urbana desordenada tem criado obstáculos mortais para primatas e outros animais arborícolas. A falta de licenciamento ambiental específico para as linhas de distribuição de energia elétrica dificulta a mitigação dos danos. Por isso, foram aplicados autos de infração à Equatorial pela morte de 25 bugios-ruivos e por 15 mutilações, resultando em multas que totalizam R$ 175 mil.
O Ibama espera que a Equatorial implemente medidas corretivas para evitar novos impactos ambientais na fauna silvestre. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a proteção da fauna local e a recuperação de animais afetados por esses incidentes, promovendo um ambiente mais seguro para a vida selvagem.

Em 2024, o PIB do Nordeste cresceu 4%, impulsionado por investimentos em energia solar, com a Bahia liderando a geração e atraindo R$ 10,6 bilhões desde 2012, enquanto Pernambuco e Rio Grande do Norte também avançam.

Estudo revela que 96% dos bancos de rodolitos em Abrolhos estão desprotegidos, ameaçando a biodiversidade marinha. O Brasil precisa avançar na proteção de áreas marinhas, com apenas 26% de seu território protegido.

Um projeto de urbanização na Avenida Boa Vista em Itaipu gera preocupação entre moradores e ambientalistas, pois pode ameaçar áreas reflorestadas do Córrego dos Colibris. O Coletivo Córregos da Tiririca pede que a via mantenha largura e sentido únicos, como na margem oposta, para preservar a vegetação ciliar e evitar erosões. Desde 2018, o grupo recuperou 600 metros da margem esquerda, utilizando técnicas agroflorestais e mobilizando mais de 120 voluntários. A prefeitura ainda analisa o projeto e promete diálogo com a comunidade.

As Reuniões Climáticas de Junho em Bonn trouxeram avanços para a COP30, mas questões de financiamento e adaptação permanecem em impasse. Diplomacia brasileira é elogiada, mas desafios persistem.

O governo brasileiro anunciará o "IPI Verde", que reduzirá o Imposto sobre Produtos Industrializados para veículos sustentáveis a partir de 2026, priorizando modelos populares nacionais. A medida visa descarbonizar o setor automotivo e não terá impacto fiscal.

Isabel Schmidt, da UnB, discute a importância do manejo do fogo no Cerrado e os avanços na regulamentação no DF, destacando a necessidade de um arcabouço legal para seu uso controlado.