O Brasil, com sua experiência de 50 anos em biocombustíveis, avança com a Lei do Combustível do Futuro, visando reduzir emissões na aviação e expandir o uso de biocombustíveis, gerando oportunidades econômicas significativas.

O Brasil, com sua rica experiência de cinco décadas na produção de biocombustíveis, está se posicionando como um líder na transição energética global. A recente aprovação da Lei do Combustível do Futuro estabelece metas ambiciosas para a redução de carbono na aviação e incentiva o uso de biocombustíveis, refletindo um compromisso com a sustentabilidade. O Proálcool, iniciado na década de 1970, é um exemplo emblemático dessa trajetória, promovendo a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e adaptando motores para esse combustível.
Atualmente, o Brasil consome mais de trinta bilhões de litros de biocombustíveis, representando vinte e três por cento da matriz energética nacional. Quando se considera a energia elétrica gerada a partir da biomassa, esse percentual sobe para trinta por cento. Essa expertise em biocombustíveis, especialmente o etanol de segunda geração e os combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), posiciona o Brasil como um potencial fornecedor global em um mercado que deve crescer significativamente nos próximos anos.
Estudos indicam que a demanda global por biocombustíveis pode dobrar até dois mil e trinta. O Brasil, como segundo maior produtor mundial, tem a oportunidade de liderar essa demanda crescente, com projeções de que tecnologias relacionadas aos biocombustíveis possam agregar até cem bilhões de dólares ao Produto Interno Bruto (PIB) até o início da próxima década. O mercado de biocombustíveis pode alcançar quarenta bilhões de dólares até dois mil e quarenta, com foco em soluções como HVO, etanol de segunda geração e biometano.
A Coalizão para a Descarbonização dos Transportes, que reúne mais de cinquenta entidades do setor, destaca que a ampliação do uso de biocombustíveis pode reduzir em até sessenta por cento as emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes até dois mil e cinquenta. A Lei do Combustível do Futuro é um passo importante nesse sentido, estabelecendo metas para a mistura de etanol e biodiesel e promovendo o uso de SAF na aviação, com uma redução gradual da intensidade de carbono a ser alcançada até dois mil e trinta e sete.
Além disso, a realização da COP30 no Brasil representa uma oportunidade única para promover a agenda de biocombustíveis. Um manifesto elaborado por diversas organizações propõe a superação de barreiras regulatórias e comerciais, a construção de sistemas de certificação e a promoção de políticas públicas que incentivem a mistura de biocombustíveis no transporte. Essas ações podem gerar empregos e renda, além de estimular a inovação e a agregação de valor local.
Com a experiência acumulada ao longo dos anos, o Brasil está preparado para ser um protagonista na transição energética global. A expansão da produção de biocombustíveis sustentáveis pode não apenas atender à demanda interna, mas também impulsionar exportações e arrecadação tributária. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam essa agenda, contribuindo para um futuro mais sustentável e justo.

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) lançou a 8ª edição do programa de bolsas "Bolsas Funbio - Conservando o Futuro", com R$ 1 milhão em financiamentos. As inscrições vão até 31 de julho.

Em 2020, o Pantanal sofreu incêndios devastadores, queimando mais de 30% da área e matando 17 milhões de vertebrados. Parcerias recentes visam restaurar o ecossistema e promover a sustentabilidade na região.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, criticou a recente aprovação do projeto de lei que altera o licenciamento ambiental, destacando riscos e a falta de aprendizado com desastres passados. A proposta, que tramita há mais de 20 anos, agora segue para a Câmara dos Deputados.

A Unesp avança na Química Verde com o lançamento da tradução do livro "Química Verde: Teoria e prática" e novas disciplinas na graduação e pós-graduação, promovendo práticas sustentáveis. A iniciativa, que começou em 2019, visa integrar a sustentabilidade na formação dos estudantes e nas pesquisas, com impacto positivo no meio ambiente.

Uma nova frente fria trará chuvas intensas ao Sul do Brasil a partir de terça-feira (8), com alertas de perigo para o Rio Grande do Sul e Sul da Bahia. A população deve tomar precauções.

A Petrobras investe R$ 40 milhões no primeiro drone da América Latina para monitoramento marinho e emergências ambientais, em colaboração com uma fabricante brasileira. Essa inovação visa aumentar a segurança e a sustentabilidade no setor offshore.