A Prefeitura de São Paulo lançou o Pacote Verde, que inclui o plantio de 120 mil árvores e a modernização da frota de coleta de resíduos com veículos menos poluentes. O investimento totaliza R$ 40 bilhões em iniciativas sustentáveis.

A Prefeitura de São Paulo lançou, em junho, o Pacote Verde, um plano que visa promover a sustentabilidade e a resiliência climática na cidade. Este projeto inclui o plantio de 120 mil novas árvores, a criação de novos parques e a modernização da frota de coleta de resíduos com veículos menos poluentes. Nos últimos dois anos, a administração municipal investiu R$ 40 bilhões em iniciativas que buscam melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e visitantes.
Entre as ações já implementadas, destacam-se a inauguração de doze novos parques, elevando o total para 120 unidades na cidade. O mais recente, o Parque Morumbi Sul, ocupa uma área de 84 mil m² e recebeu um investimento de R$ 15 milhões para sua infraestrutura de lazer. Além disso, a Prefeitura planeja a criação de 20 novos bosques urbanos até 2028, com a meta de alcançar 50 unidades.
Outra iniciativa importante é a instalação de mil jardins de chuva, que ajudam a mitigar o risco de inundações. Desde fevereiro de 2024, 49 áreas verdes particulares foram decretadas de utilidade pública, totalizando 17.854 hectares, o que representa 11,7% do território da cidade. Com as desapropriações, a expectativa é que 26% da área urbana esteja sob proteção ambiental.
A frota de coleta de resíduos também está sendo modernizada. Veículos movidos a biometano, que emitem 95% menos dióxido de carbono, já estão em operação. Atualmente, são 26 caminhões compactadores em uso, com previsão de mais 120 até o final do ano. Na coleta de resíduos de saúde, já operam sete caminhões a biometano, com mais nove a caminho.
O Programa de Serviços Ambientais (PSA) é outra ação significativa, oferecendo compensações financeiras a pequenos agricultores que mantêm suas propriedades preservadas. O PSA Mananciais é um dos maiores programas do mundo nesse sentido, beneficiando pequenos produtores com imóveis de até dois hectares.
Como parte das atividades de conscientização ambiental, pontos icônicos da cidade, como o viaduto do Chá e a ponte Estaiada, receberam iluminação verde em junho. Essas iniciativas têm gerado reconhecimento internacional, com a cidade sendo destacada pela ONU, pelo quarto ano consecutivo, pela preservação e manejo sustentável de suas florestas urbanas. Projetos como esses devem ser estimulados pela sociedade civil, pois a união pode fazer a diferença na preservação do meio ambiente.

A procuradoria da Agenersa requisitou a revisão da concessão da Iguá Saneamento por descumprimento contratual, após a empresa admitir o despejo inadequado de esgoto. A situação gera preocupações ambientais e legais.

Ministério Público do Ceará suspendeu contrato de concessão no Parque Nacional de Jericoacoara por falta de estudos ambientais, enquanto ICMBio defende que não são necessárias licenças para as obras. A decisão visa evitar danos ao meio ambiente e responde a preocupações da comunidade local sobre os impactos da exploração turística. A concessionária, Urbia Cataratas Jericoacoara S.A., argumenta que as intervenções são autorizadas, mas a situação permanece indefinida até que as licenças sejam obtidas.

A Siemens Energy firmou um contrato de R$ 2 bilhões com a Petrobras para fornecer sistemas de compressão elétrica para os FPSOs P-84 e P-85, prometendo reduzir em 25% as emissões de gases de efeito estufa.

Pesquisadores descobriram um jequitibá-rosa de 65 metros na Reserva Biológica da Mata Escura, a maior árvore viva da Mata Atlântica, superando um registro anterior. A descoberta ressalta a importância da conservação do bioma.

Cientistas reviveram o verme Panagrolaimus kolymaensis, congelado por 46 mil anos no permafrost siberiano, revelando novas possibilidades para criopreservação e conservação de espécies. Essa descoberta pode revolucionar a biomedicina e a preservação da vida em condições extremas.

O Brasil enfrentou perdas econômicas de US$ 5,355 bilhões por desastres naturais no primeiro semestre de 2025, representando 80% das perdas da América Latina, que totalizaram US$ 6,67 bilhões. A situação foi agravada por mudanças climáticas e infraestrutura precária.