Indígenas de doze etnias buscam apoio em Brasília contra rodovias na Amazônia. Representantes de povos Ashaninka e Yawanawá alertam sobre impactos ambientais e sociais.

Representantes de povos indígenas, incluindo Ashaninka e Yawanawá, visitaram Brasília entre os dias três e oito de abril de 2025, buscando apoio contra a construção de duas rodovias que ameaçam seus territórios na Amazônia. As comunidades expressam preocupações com os impactos ambientais e sociais, além do aumento de atividades criminosas, como o narcotráfico. A mobilização destaca a ausência do Estado na região de fronteira, que facilita a atuação de grupos criminosos.
Um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que cerca de 33,7% da Amazônia Legal já registram a presença de facções criminosas. Desde 2013, ao menos 36 lideranças indígenas foram assassinadas na região. O grupo que participou da mobilização representa a Comissão Transfronteiriça do Alto Juruá/Yurúa/Alto Tamaya, formada por comunidades indígenas e organizações na fronteira entre Brasil e Peru.
Durante a reunião em Brasília, as lideranças se encontraram com representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, Justiça e Segurança Pública, Povos Indígenas e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O foco do encontro foi a implementação de políticas públicas que garantam a proteção e a diversidade sociocultural das comunidades afetadas. As rodovias foram um dos principais temas discutidos.
O coordenador da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá, Francisco Piyãko, da etnia Ashaninka, afirmou que a construção de novas vias gera contaminação de rios e nascentes, comprometendo a saúde das comunidades e causando danos ao meio ambiente. O território afetado abrange a região de Alto Juruá, no Brasil, e as áreas de Yurúa e Alto Tamaya, no Peru, envolvendo 11 terras indígenas no Brasil e 10 comunidades nativas no Peru.
Os representantes pedem a rejeição definitiva da proposta de construção de uma rodovia entre Cruzeiro do Sul, no Acre, e Pucallpa, no Peru. O traçado da rodovia atravessaria o Parque Nacional da Serra do Divisor, uma importante unidade de conservação. Embora o governo do Acre tenha afirmado que a rodovia não está prevista em seus planos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que o projeto foi suspenso por decisão judicial em 2023, devido a questões ambientais.
Atualmente, a comissão também busca impedir a expansão ilegal da estrada UC-105, no lado peruano da fronteira. Um estudo da Equipe de Análise Espacial das Fronteiras Amazônicas mostra que essa via já atingiu mais de mil quilômetros de extensão, resultando em um aumento significativo de desmatamento. A situação exige atenção e ação da sociedade civil, que pode contribuir para a proteção das comunidades e do meio ambiente, promovendo iniciativas que garantam a preservação dos direitos indígenas e a conservação da Amazônia.

O governo brasileiro anunciou o segundo leilão do Eco Invest, com expectativa de arrecadar até R$ 11 bilhões para recuperar um milhão de hectares de áreas degradadas. O foco será na Amazônia e em projetos sustentáveis.

Especialistas criticam o projeto de lei do licenciamento ambiental (2.159/2021) por fragilizar regras, permitir autolicenciamento sem estudos e limitar a Avaliação de Impacto Ambiental. Manifestações contra o PL ocorrem em São Paulo.

O Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançará um hub para unir pesquisa, empresas e investidores em prol de uma economia de baixo carbono, com um prêmio para estudos relevantes. O evento ocorrerá em 8 de julho.

Estudo revela que 96% dos bancos de rodolitos em Abrolhos estão desprotegidos, ameaçando a biodiversidade marinha. O Brasil precisa avançar na proteção de áreas marinhas, com apenas 26% de seu território protegido.

Denúncias de descarte irregular de lixo em São Paulo aumentaram 32% no primeiro trimestre de 2025, totalizando 51.845 reclamações. A prefeitura intensifica fiscalização e coleta, incluindo a Operação Cata-Bagulho.

I Curso de Monitoria e Manejo Conservacionista de Quelônios Aquáticos capacitou 48 participantes de 20 comunidades em Itapuru, fortalecendo a conservação da fauna na Amazônia. O evento, promovido pelo Programa Quelônios da Amazônia, destaca a importância do conhecimento local e da educação ambiental para proteger espécies ameaçadas.