Durante o 45º Congresso da SOCESP 2025, a nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg abordou a ligação entre obesidade, inflamação crônica e microbiota intestinal, ressaltando a importância de uma dieta equilibrada para a saúde.

A inflamação é um tema que tem recebido crescente atenção, especialmente por sua ligação com doenças crônicas. Durante o 45º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP 2025), a nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg apresentou uma análise sobre a relação entre obesidade, inflamação crônica e microbiota intestinal, destacando a importância de uma dieta equilibrada para a saúde. A especialista, coordenadora da graduação em nutrição da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, explicou que a inflamação é uma resposta fisiológica essencial, mas se torna problemática quando se torna crônica.
A inflamação persistente está associada a várias doenças, incluindo diabetes tipo 2, hipertensão arterial e alguns tipos de câncer. Ana Maria enfatizou que o excesso de tecido adiposo, especialmente a gordura visceral, é um dos principais gatilhos desse quadro. Segundo ela, “do ponto de vista bioquímico, o indivíduo com obesidade é um indivíduo inflamado”, pois o tecido adiposo atua como um órgão endócrino, liberando substâncias inflamatórias que ativam o sistema imunológico.
A microbiota intestinal desempenha um papel crucial nesse processo. Em pessoas saudáveis, uma dieta equilibrada favorece a presença de bactérias benéficas, que ajudam a manter a integridade da barreira intestinal. No entanto, em indivíduos com sobrepeso ou obesidade, a diversidade bacteriana pode ser reduzida, levando a uma disbiose intestinal que agrava a inflamação do tecido adiposo. Ana Maria destacou que esse ciclo vicioso torna difícil identificar o início da inflamação.
O ganho de peso e o consumo excessivo de gordura saturada alteram os mecanismos de proteção do intestino. A ativação de receptores nas células intestinais leva à produção de citocinas inflamatórias, desestabilizando as junções celulares e permitindo a entrada de lipopolissacarídeos na corrente sanguínea. Ana Maria descreveu esse fenômeno como o ponto de partida da endotoxemia metabólica observada em indivíduos obesos, que pode ser dividida em três fases: gatilho, fase adaptativa e fase patológica.
A alimentação tem um papel fundamental na composição da microbiota intestinal. Estudos indicam que a dieta influencia cerca de 28% da variação da microbiota, enquanto o genótipo responde por apenas 7%. Ana Maria alertou sobre os riscos das dietas ricas em gordura saturada, que não apenas aumentam o risco cardiometabólico, mas também prejudicam a diversidade da microbiota. Ela ressaltou a importância de um padrão alimentar equilibrado, rico em alimentos in natura, como frutas, verduras e leguminosas.
Transformar conhecimento em hábito é um desafio. Ana Maria enfatizou que o efeito protetor não está em um único alimento, mas na soma de fatores de uma dieta saudável. A inclusão de fibras é essencial para a produção de ácidos graxos de cadeia curta, que ajudam a reduzir a inflamação. A realidade alimentar no Brasil, no entanto, ainda está distante do ideal, com muitos abandonando alimentos nutritivos. A união da sociedade civil pode ser um caminho para resgatar hábitos alimentares saudáveis e promover a saúde coletiva.

As inscrições para o Prouni 2025 estão abertas até 4 de julho, com mais de 211 mil bolsas disponíveis, sendo 118 mil integrais e 93 mil parciais, com destaque para o Sudeste. O MEC orienta que candidatos do Enem 2023 ou 2024 se inscrevam.

Instituto Federal de São Paulo (IFSP) abre 2.080 vagas em cursos técnicos gratuitos. Inscrições vão até 4 de maio de 2025, com provas em junho. O IFSP oferece oportunidades em 26 campi, priorizando ações afirmativas. Candidatos de escolas públicas e com renda familiar baixa têm vagas reservadas.

O Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) abriu inscrições para cursos online gratuitos até 20 de agosto. As formações abrangem diversas áreas e oferecem certificados aos participantes.

Estudos recentes mostram que alunos de alto desempenho aplicam estratégias de estudo baseadas em ciência cognitiva, superando desafios em contextos de recursos limitados. Essas práticas incluem recuperação ativa, planejamento eficaz e aprendizado colaborativo, resultando em melhorias significativas no desempenho acadêmico.

Censo Escolar 2024 mostra leve aumento nas matrículas do ensino médio, mas educação técnica permanece crítica, com apenas 13% de alunos nessa modalidade. O Brasil ainda não cumpriu metas do PNE.

A Prefeitura de São Paulo reformulou o Prêmio de Desempenho Educacional, agora premiando professores e gestores com bônus de até R$ 6 mil por frequência e desempenho dos alunos. A jornada escolar foi ampliada para nove horas diárias, visando melhorar a aprendizagem.