Jonathan Haidt, psicólogo e autor de A Geração Ansiosa, alertou em São Paulo que a inteligência artificial pode intensificar os problemas de saúde mental entre jovens, tornando conteúdos ainda mais viciantes. Ele destacou que a IA personaliza experiências, tornando-as mais atraentes, o que pode prejudicar relacionamentos reais. Haidt elogiou iniciativas como a lei que limita o uso de celulares nas escolas e o Movimento Desconecta, que busca reduzir o tempo de tela entre crianças.

Jonathan Haidt, psicólogo americano e autor do best-seller A Geração Ansiosa, alertou em palestra realizada em São Paulo que a inteligência artificial (IA) pode intensificar os problemas de saúde mental já causados pelas redes sociais entre os jovens. Durante o evento Fronteiras do Pensamento, ele destacou que o uso excessivo de telas já era uma preocupação, e a IA pode tornar os conteúdos ainda mais viciantes.
Haidt afirmou que, com a IA, os adolescentes terão acesso a conteúdos que são não apenas personalizados, mas também mais atraentes e envolventes. “A IA vai saber exatamente o que cada criança quer ver”, disse ele, enfatizando que isso pode levar a uma maior desconexão da vida real. O psicólogo também mencionou que interações com chatbots podem prejudicar relacionamentos interpessoais, uma vez que esses diálogos podem ser mais confortáveis do que lidar com as imperfeições humanas.
O especialista elogiou a legislação brasileira que restringe o uso de celulares nas escolas e destacou a atuação do Movimento Desconecta, formado por mães preocupadas com o impacto das telas na vida de seus filhos. O grupo, que surgiu na Beacon School, busca reduzir o tempo de tela entre crianças e jovens, e suas integrantes marcaram presença no evento, demonstrando apoio ao discurso de Haidt.
O psicólogo também abordou a importância de um equilíbrio no uso da tecnologia, ressaltando que, embora a IA possa trazer benefícios, não deve substituir a interação humana, especialmente em ambientes educacionais. Ele defendeu que a presença de professores é essencial para o desenvolvimento social e emocional dos alunos.
A palestra atraiu um grande público, que se mostrou engajado com o tema. A fila para fotos e autógrafos com Haidt foi longa, evidenciando o interesse da sociedade em discutir a relação entre tecnologia e saúde mental. O evento gerou um espaço para reflexão sobre como as inovações tecnológicas podem impactar a vida dos jovens.
Em um cenário onde a saúde mental dos jovens é uma preocupação crescente, iniciativas que promovem a conscientização e a educação sobre o uso responsável da tecnologia são fundamentais. A união da sociedade civil pode ser um passo importante para apoiar projetos que visem a saúde e o bem-estar das novas gerações, garantindo que a tecnologia seja uma aliada e não um obstáculo.

A revitalização da cracolândia em São Paulo priorizará moradias para famílias na fila da Cohab, ignorando moradores de rua. Estima-se que 338 mil famílias aguardam por habitação na cidade. A Prefeitura de São Paulo e o governo estadual planejam construir moradias e áreas de lazer na cracolândia, mas não atenderão a população em situação de rua, que soma cerca de 96 mil pessoas. As obras devem começar em breve e as entregas estão previstas até 2027.

Bebê com rara deficiência genética se torna o primeiro a receber tratamento de edição genética CRISPR personalizado, apresentando resultados promissores que podem revolucionar terapias para doenças genéticas raras.

O projeto "DNA do Brasil" sequenciou 2.700 genomas, revelando 8,7 milhões de variantes genéticas desconhecidas e destacando a ancestralidade da população brasileira. A pesquisa, liderada por cientistas da Universidade de São Paulo, visa aprimorar a medicina personalizada e aumentar a representatividade genética no país.

O Instituto Motiva, sob a liderança de Renata Ruggiero, investirá R$ 750 milhões em projetos sociais até 2035, destacando a inclusão de comunidades caiçaras e quilombolas na Flip e na COP 30.

Musculação regular pode aliviar sintomas de depressão e ansiedade em idosos, segundo estudo brasileiro. A prática em grupo e o uso de equipamentos adequados potencializam os benefícios para a saúde mental.

Thais Carla, dançarina e influenciadora, compartilhou sua experiência após realizar cirurgia bariátrica em abril, motivada pela maternidade, enfrentando gordofobia e preconceito nas redes sociais.