Cidadania

Intercolegial completa 43 anos e expande modalidades, incluindo disputas paralímpicas e histórias de superação

Intercolegial, competição estudantil no Rio de Janeiro, amplia modalidades para 12 em 2025, incluindo paralímpicas, destacando histórias de superação e transformação através do esporte.

Atualizado em
April 12, 2025
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Michele Cavallini e o filho Lucas trazem na memória, e no papel do jornal, a vitória dele no caratê, em 2016 — Foto: Marco Sobral

O Intercolegial, uma competição estudantil com 43 anos de tradição no Rio de Janeiro, se destaca como um importante fenômeno social. Em 2025, o evento, que é apresentado pelo Sesc-RJ e organizado pelo GLOBO, ampliará suas modalidades de sete para doze, incluindo pela primeira vez disputas paralímpicas. Essa mudança não é apenas numérica, mas representa um compromisso com a inclusão e a descoberta de talentos que podem transformar vidas através do esporte.

Histórias inspiradoras de ex-participantes ilustram o impacto do Intercolegial. Beatriz Braga Lopes, estagiária na Defensoria Pública, conquistou três medalhas de ouro no judô e uma na luta olímpica. Para ela, o judô foi mais que um esporte; foi uma escola de vida. “Se estou numa faculdade hoje, é graças ao judô, graças ao Intercolegial”, afirma. A disciplina adquirida no esporte moldou sua personalidade e a preparou para os desafios da carreira jurídica.

A atleta olímpica Giullia Penalber, que começou sua trajetória no Intercolegial aos doze anos, destaca a importância do evento como uma vitrine para jovens atletas. Com um histórico de medalhas em Pan-Americanos e um quinto lugar nas Olimpíadas de Paris, ela ressalta que o maior legado do esporte está nas experiências vividas. “O esporte abre mentes para o mundo”, diz Giullia, que critica a falta de investimento no esporte escolar no Brasil.

Gustavo Faria Martins, professor de xadrez e estudante de Administração, também compartilha sua trajetória de superação. Ele passou de aluno de escola pública a bolsista em um colégio de elite, conquistando quatro medalhas de ouro na natação e duas no xadrez. Uma fratura no ombro durante uma competição de judô se transformou em uma lição de resiliência. “A prova é como uma competição. Você só se sai bem se treinar direito”, explica Gustavo.

Laura Cândido de Paulo, campeã de tênis de mesa no Intercolegial de dois mil e dezesseis, relembra a emoção de sua vitória após anos de tentativas. Filha de uma ex-participante do evento, ela vê paralelos entre o esporte e sua futura carreira em Hotelaria. “Se eu erro, minha dupla perde. No hotel, se um setor falha, todos são afetados”, reflete. A conexão entre gerações é um aspecto que o Intercolegial promove, como exemplificado pela história de Michele Cavallini e seu filho Lucas, que encontrou no caratê uma forma de superar sua timidez.

O Intercolegial, ao abrir espaço para novas gerações, continua a moldar o futuro de muitos jovens. Gustavo, que deseja se tornar preparador físico, expressa sua gratidão ao evento por direcioná-lo em sua carreira. “Só tenho a agradecer ao Intercolegial por ter me colocado neste caminho”, conclui. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam o esporte e a inclusão, ajudando a transformar a vida de muitos jovens.

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