Meio Ambiente

Inverno de 2025 traz temperaturas mais baixas e impactos significativos na saúde e na economia

O inverno de 2025 traz temperaturas de 3 °C a 5 °C mais baixas em São Paulo, aumentando a demanda por energia e medicamentos, e impactando saúde, agronegócio e turismo. O meteorologista Guilherme Martins, da Nottus, destaca que a mudança climática gera consequências econômicas, com um aumento de 107% nos casos de gripe em 2024. O setor de saúde enfrenta pressão, enquanto a demanda por energia elétrica e gás natural cresce. O agronegócio apresenta um cenário misto, e o varejo se beneficia com vendas de produtos de inverno. O turismo também é afetado, com migração de turistas para regiões mais quentes.

Atualizado em
July 8, 2025
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Julho deve ser mais seco, com episódios de chuva concentrados no Sul e litoral nordestino (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

O inverno de 2025 trouxe temperaturas de três a cinco graus Celsius mais baixas em São Paulo, em contraste com o inverno anterior, que foi mais quente. Segundo Guilherme Martins, meteorologista da Nottus, as médias deste ano devem se aproximar dos padrões típicos da estação. Essa mudança climática já gera impactos significativos em diversos setores, especialmente na saúde pública, onde a pressão sobre os sistemas de saúde aumenta com o crescimento dos casos de gripe.

Após um aumento de cento e sete por cento nos casos de gripe em 2024, os hospitais e clínicas enfrentam a necessidade de aumentar estoques de medicamentos e reforçar suas equipes. O setor farmacêutico, por sua vez, espera um crescimento nas vendas de antigripais entre quarenta e sessenta por cento durante o inverno. Essa demanda crescente representa um desafio para o sistema de saúde, que já lidou com um aumento significativo de registros de doenças respiratórias.

Além da saúde, o setor energético também sente os efeitos do inverno rigoroso. A demanda por energia elétrica deve aumentar devido ao uso intensificado de aquecedores, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. As distribuidoras estão se preparando para picos de consumo que podem variar entre quinze e vinte e cinco por cento. O setor de gás natural também se beneficia, com um crescimento nas vendas de até trinta por cento durante os meses mais frios.

No agronegócio, a situação é mista. Culturas de inverno, como trigo e aveia, podem se beneficiar das temperaturas mais baixas, enquanto produtores de hortaliças e frutas tropicais enfrentam desafios, necessitando de investimentos em proteção contra geadas. O varejo, por sua vez, observa um aumento nas vendas de roupas de inverno e produtos sazonais, com o e-commerce registrando picos de demanda à medida que os consumidores buscam evitar a exposição ao frio.

O turismo também é impactado, com uma migração de turistas para destinos mais quentes. Estados do Norte e Nordeste estão vendo um aumento na ocupação hoteleira, enquanto destinos de serra podem experimentar uma queda na demanda. Martins alerta que a qualidade do ar pode ser comprometida, levando a processos inflamatórios no organismo, e destaca a importância de monitorar as oscilações climáticas para prevenir riscos à saúde.

Com o aumento das oscilações climáticas e a pressão sobre os sistemas de saúde, é fundamental que a sociedade se una para apoiar iniciativas que ajudem aqueles que mais precisam. Projetos que visam a proteção da saúde e a melhoria da qualidade de vida podem fazer a diferença em tempos como este, onde a solidariedade e o apoio mútuo são essenciais para enfrentar os desafios impostos pelo clima.

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