O Ibama promoveu um workshop sobre geotecnologias para recuperação ambiental, reunindo especialistas e resultando na criação de um instrumento normativo para uso de drones. A iniciativa visa aprimorar a governança e eficácia nas ações de recuperação.
O uso de tecnologias remotas para a recuperação ambiental foi o foco de um workshop promovido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) entre os dias 9 e 13 de junho de 2025, em Brasília. O evento reuniu representantes de instituições públicas e não governamentais, tanto nacionais quanto internacionais, para discutir a aplicação de geotecnologias no monitoramento de áreas degradadas.
A coordenadora de Recuperação Ambiental do Ibama, Raquel Caroline Alves Lacerda, destacou a importância do evento para a criação de um procedimento operacional estratégico. Esse modelo integra diversos sensores embarcados em satélites e drones, permitindo uma avaliação mais precisa da recuperação ambiental. Raquel afirmou que o workshop foi uma oportunidade para ouvir especialistas e estruturar um modelo que considera processos, gargalos e sugestões.
O workshop contou com a colaboração da organização The Nature Conservancy (TNC) e a participação de instituições como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Conservação Internacional (CI), a WWF e o MapBiomas. Servidores do Ibama, incluindo pilotos remotos, também compartilharam suas experiências e conhecimentos técnicos.
Um dos principais resultados do evento foi a elaboração de um instrumento normativo que visa fortalecer a governança e orientar práticas relacionadas ao uso de drones na recuperação ambiental. Raquel enfatizou que essa é apenas a primeira etapa do processo, que será aprimorada com as contribuições dos participantes e futuras discussões técnicas.
A iniciativa do Ibama reflete um compromisso crescente com a utilização de tecnologias inovadoras para enfrentar os desafios ambientais. A integração de geotecnologias pode potencializar a eficácia das ações de recuperação, promovendo um monitoramento mais eficiente e abrangente das áreas afetadas.
Projetos como esse devem ser estimulados pela sociedade civil, pois a união de esforços pode fazer a diferença na recuperação de áreas degradadas. A mobilização de recursos e apoio à implementação de tecnologias sustentáveis é fundamental para garantir um futuro mais verde e saudável.

Em 2024, o Brasil enfrentou a maior perda de cobertura arbórea desde 2016, com trinta milhões de hectares degradados, sendo 66% por incêndios, superando a agricultura. O Global Forest Watch alerta para um ciclo perigoso de mudanças climáticas.

Países produtores de petróleo estão obstruindo negociações em Genebra para um tratado global contra a poluição plástica, focando apenas na gestão de resíduos e rejeitando restrições à produção de plástico virgem.

Após as tragédias de Brumadinho e Mariana, mineradoras adotam pilhas de rejeito, armazenando 70% dos resíduos da Vale dessa forma. Contudo, falta regulamentação e fiscalização para garantir segurança.

A bactéria Bacillus subtilis, isolada no Ceará, originou o inoculante Hydratus, que protege lavouras da seca e aumenta a produtividade, com testes em soja e aprovação iminente para milho. Desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Bioma, o produto promete reduzir a dependência de fertilizantes importados e aumentar a segurança alimentar no Brasil.

Uma nova coalizão internacional, a Coalizão Brasil para o Financiamento da Restauração e da Bioeconomia, anunciou um investimento de US$ 2,6 bilhões para reflorestamento no Brasil até 2030. O projeto visa recuperar 5 milhões de hectares de florestas, envolvendo 23 empresas e instituições, incluindo a Suzano e o Banco do Brasil.

Na última quarta-feira, a equipe do Parque Estadual da Pedra Selada avistou um raro papa-vento-verde, destacando a biodiversidade da região. O parque, em Visconde de Mauá, é administrado pelo Inea e abriga diversas espécies ameaçadas.