Meio Ambiente

Baleias-jubarte migram para o Brasil em busca de reprodução e enfrentam desafios na Antártica

Pesquisadores da Ufes estudam as baleias-jubarte, revelando comportamentos distintos entre a Antártica e o Brasil, e catalogaram 429 indivíduos. O intercâmbio internacional fortalece a conservação da espécie.

Atualizado em
July 16, 2025
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Thiago Ferrari participou de uma expedição com mexicanos, japoneses e chilenos na Patagônia Chilena — Foto: Arquivo Pessoal

Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) estão utilizando técnicas avançadas, como fotogrametria e genética, para estudar as baleias-jubarte que migram entre a Antártica e a costa brasileira. Essas baleias chegam ao Brasil entre junho e novembro, buscando águas mais quentes para reprodução e nascimento dos filhotes. Recentemente, os cientistas catalogaram 429 baleias, revelando comportamentos diferenciados entre as regiões.

As jubartes passam a maior parte do ano na Antártica, onde se alimentam de krill, um pequeno crustáceo abundante na região. Durante a temporada reprodutiva no Brasil, os pesquisadores observam que as baleias apresentam comportamentos acrobáticos, como saltos, que são raros na Antártica, onde o foco é a alimentação. Essas observações são essenciais para entender a dinâmica das populações e os impactos das mudanças climáticas.

Nos últimos três anos, os pesquisadores têm participado de intercâmbios na costa do Chile e da Argentina, onde estudam o comportamento das jubartes em seu habitat natural. Essa colaboração internacional permite a troca de informações e técnicas de pesquisa, contribuindo para um entendimento mais profundo da migração e dos desafios de preservação enfrentados por essas espécies.

A fotogrametria, que utiliza drones para capturar imagens das baleias, é uma das ferramentas empregadas para medir e catalogar os animais. Além disso, a coleta de material biológico na Antártica permite análises genéticas que ajudam a avaliar o impacto das mudanças climáticas sobre as jubartes. Os dados obtidos são fundamentais para o desenvolvimento de estratégias de conservação eficazes.

Com aproximadamente trinta mil baleias passando pela costa capixaba a cada temporada, o litoral do Espírito Santo tem se tornado um importante berçário para a espécie. As fêmeas que se reproduzem no Brasil retornam à Antártica grávidas, onde se alimentam até a próxima migração. Esse ciclo reprodutivo é crucial para a sobrevivência da espécie, que enfrenta ameaças como a predação e as mudanças ambientais.

A união de esforços entre pesquisadores, biólogos e ambientalistas é vital para a proteção das baleias-jubarte. Projetos de pesquisa e conservação podem ser impulsionados pela sociedade civil, garantindo que essas majestosas criaturas continuem a migrar e se reproduzir em segurança. O apoio a iniciativas voltadas à preservação da vida marinha é essencial para o futuro das jubartes e de outros animais marinhos.

G1 - Meio Ambiente
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