O Viveiro I da Novacap, em Brasília, agora conta com 120 reeducandas do sistema prisional, que aprendem a cultivar plantas e ajudam a embelezar a cidade. Essa iniciativa promove inclusão e remição de pena.

Os jardins de Brasília, com seus 583 canteiros multicoloridos, são mantidos pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). A equipe, composta por mais de 140 profissionais, trabalha diariamente para garantir que a cidade permaneça florida e acolhedora. O Viveiro I, localizado no Park Way, é responsável pela produção de cerca de 100 mil mudas de flores semanalmente, enquanto o Viveiro II, no Setor de Oficinas Norte, foca no manejo de árvores. Janaína González, chefe dos Viveiros, destaca a importância desse trabalho para a estética da capital.
Recentemente, o Viveiro I passou a contar com a colaboração de 120 reeducandas do sistema prisional, que aprendem a cultivar plantas e contribuem para a beleza da cidade. O projeto, que começou em março de 2022, permite a remição de pena por meio de atividades manuais, proporcionando uma nova perspectiva de vida para essas mulheres. O crescimento do projeto, que começou com apenas 30 reeducandas, demonstra o impacto positivo que essa iniciativa pode ter na reintegração social.
As reeducandas, como O.C., de sessenta anos, relatam que o trabalho com as plantas trouxe um novo significado para suas vidas. Ela afirma ter desenvolvido uma paixão pelo cultivo e destaca a importância do cuidado com as sementes, que exige paciência e atenção. A experiência no viveiro não apenas ajuda na remição de pena, mas também transforma a relação delas com o trabalho e a natureza.
Além das reeducandas, o viveiro também abriga histórias de superação. José Edson Vieira da Silva, deficiente visual e servidor da Novacap há quinze anos, compartilha como seu trabalho no reaproveitamento de substratos contribuiu para a formação de seus filhos. Ele enfatiza a importância da inclusão no mercado de trabalho e como a solidariedade entre os colegas é fundamental para o sucesso do trabalho realizado.
O espaço do Viveiro I foi reformado em 2023, aumentando sua eficiência na produção de mudas e flores. A equipe técnica realiza vistorias nos espaços públicos para planejar o plantio, garantindo que os canteiros sejam bem cuidados após a plantação. Reinaldo Jesus Marques, um dos profissionais mais experientes, expressa seu orgulho ao ver as flores que ajudou a cultivar em toda a cidade, ressaltando a conexão emocional que o trabalho proporciona.
Iniciativas como a do Viveiro I da Novacap são exemplos de como o trabalho em equipe e a inclusão social podem transformar vidas e embelezar a cidade. A união da sociedade civil pode ser um fator crucial para apoiar e expandir projetos que promovem a reintegração e o desenvolvimento pessoal, beneficiando não apenas os envolvidos, mas toda a comunidade.

A viralização do vídeo de Felipe Brassanim Pereira sobre "adultização" gerou debates no Brasil, levando parlamentares a acelerar leis para proteger crianças na internet. O fenômeno compromete o desenvolvimento infantil e exige atenção.

A nova Tarifa Social de energia elétrica, que começa em julho de 2025, promete isenção ou descontos para 110 milhões de brasileiros de baixa renda, com penalidades severas para fraudes. A proposta, do Ministério de Minas e Energia, aguarda aprovação do Congresso e visa reduzir desigualdades no acesso à energia.

Cerca de 12,7 milhões de brasileiros enfrentam pobreza energética, utilizando lenha para cozinhar, o que compromete saúde e economia. O governo planeja expandir o auxílio-gás para 20 milhões de famílias.

A conexão social é vital para a saúde mental e física, com estudos da Universidade de Oregon e da Universidade do Sul da Austrália mostrando que o pertencimento comunitário reduz sintomas de ansiedade e depressão.

O Ministério da Saúde lançou consulta pública até 18 de agosto para o Plano de Ação Nacional de Uma Só Saúde, com 18 diretrizes e 92 ações, visando integrar saúde humana, animal e ambiental. A participação social é essencial para enfrentar riscos sanitários complexos no Brasil.

Adriana Kairos, escritora da Maré e deficiente visual, lança seu primeiro romance, "Maré", em maio, após residência literária com o Bando Editorial Favelofágico, destacando a literatura nas periferias.