A Justiça do Rio de Janeiro condenou a FGV e o município de Macaé a pagar R$ 243 mil por danos morais coletivos devido a questões machistas em concurso público, mas não anulou o certame. A União Brasileira de Mulheres buscava a anulação do exame e uma indenização de R$ 10 milhões.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o município de Macaé, no estado do Rio de Janeiro, paguem R$ 243 mil em reparação por danos morais coletivos. A decisão foi tomada em decorrência de questões machistas presentes em um concurso da prefeitura, que atraiu mais de 40 mil candidatos para 824 vagas. Apesar da condenação, o juiz não anulou o concurso, considerando que isso poderia prejudicar os candidatos e a administração pública.
O concurso em questão incluiu duas questões de língua portuguesa que foram consideradas ofensivas. Uma delas perguntava: "Assinale a frase que não contém uma crítica ao fato de a mulher falar demais". Outra opção de resposta afirmava que "as mulheres são como robôs: têm no cérebro uma célula de menos e, no coração, uma célula a mais". Essas questões geraram indignação e levaram a União Brasileira de Mulheres (UBM) a entrar com uma ação judicial.
A UBM, representada pela presidente Vanja Andrea, solicitou a anulação do exame e uma indenização de R$ 10 milhões, que seriam utilizados para financiar projetos voltados à causa feminina. O juiz Josué de Matos Ferreira acatou parcialmente os pedidos, ressaltando que a anulação do concurso seria "desproporcional e inadequada". Ele destacou que as questões apresentavam "caráter ofensivo e discriminatório", reafirmando estereótipos de gênero inaceitáveis.
O magistrado reconheceu que as afirmações contidas nas questões afrontaram os direitos das mulheres, caracterizando dano moral. O valor da indenização foi determinado para ser direcionado à Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Macaé. Os advogados da UBM argumentaram que o concurso violou princípios da administração pública e direitos coletivos.
A FGV defendeu que não havia evidências de que tenha agido de forma misógina e considerou a anulação do concurso como uma medida excessiva. O município de Macaé, por sua vez, alegou que não houve falha de fiscalização e que sua responsabilidade era subsidiária, considerando os pedidos da UBM como "desarrazoados".
Essa situação evidencia a necessidade de um olhar mais atento às questões de gênero em processos seletivos. A mobilização da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a igualdade e o respeito aos direitos das mulheres. Projetos que visem a conscientização e a educação sobre esses temas devem ser incentivados, pois podem fazer a diferença na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

O governo de São Paulo abrirá um abrigo na estação Pedro II do Metrô, com 100 vagas, para acolher pessoas e animais de estimação durante a onda de frio prevista. O local oferecerá refeições, cobertores e suporte médico.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu investimentos no esporte, destacando R$ 160 milhões para o Comitê Paralímpico e a criação de uma universidade do esporte, em meio a cortes orçamentários.

Levantamento da FGV Social revela que pequenos negócios alcançaram lucros recordes em 2024, com R$ 726,42 milhões em microcrédito, destacando o Banco do Nordeste como principal agente financeiro.

Feirantes da Feira da Glória, recém-declarada patrimônio histórico, foram impedidos de trabalhar neste domingo, resultando em prejuízos e descontentamento. A Secretaria Municipal de Ordem Pública alegou irregularidades na instalação das barracas.

Faíska Alves, jovem ator do Complexo da Alma, estreou na novela "Dona de Mim" como Jeff, gerando celebrações na comunidade, simbolizando um sonho coletivo de transformação cultural e esperança.

Preta Gil, artista e ativista, faleceu em 20 de outubro de 2023, e seu velório ocorre em 25 de outubro, Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha, simbolizando sua luta e legado. Flávia Ribeiro destaca a importância dessa coincidência, ressaltando que Preta Gil usou sua influência para promover debates e defender causas sociais. O dia, instituído pela ONU em 1992, homenageia a resistência das mulheres negras, com eventos como a Marcha das Mulheres Negras, que Flávia organiza em Belém do Pará.