Khisêtjês, povo indígena do Xingu, enfrentam graves problemas de saúde devido à contaminação por 28 agrotóxicos em água e alimentos, resultando em doenças e mudanças na fauna local. A pesquisa, impulsionada por suas lideranças, revela a urgência de ações para proteger a saúde e o meio ambiente.

Os khisêtjês, um povo indígena do Território Indígena do Xingu, enfrentam sérios problemas de saúde devido ao uso de agrotóxicos nas fazendas vizinhas. Recentemente, uma pesquisa revelou a presença de 28 compostos tóxicos em amostras de água e alimentos na região, levantando preocupações sobre a contaminação ambiental e a saúde dos indígenas. Os compostos incluem Glifosato e Atrazina, além de outros fungicidas, inseticidas e herbicidas, que têm sido associados a afecções de pele e problemas respiratórios entre os khisêtjês.
O monitoramento dos agrotóxicos foi solicitado pelas lideranças indígenas, que relataram sintomas estranhos, como ardor nos olhos e mau cheiro na água. A pesquisa, realizada por Francco Antonio Neri de Souza e Lima, constatou que os venenos estavam presentes em amostras de água dos rios, da chuva e de poços artesianos, além de carnes de peixes e caças. Embora as quantidades estivessem dentro dos limites legais, a presença contínua de agrotóxicos gera preocupação sobre os efeitos cumulativos na saúde da população indígena.
Os khisêtjês mudaram sua aldeia em 2018, buscando distância das fazendas de soja, mas continuaram a sentir os mesmos sintomas. A pesquisa revelou que a contaminação não se limita às áreas próximas às lavouras, mas se espalha por diversas fontes. A presença de agrotóxicos no leite materno e a preocupação com os efeitos desreguladores endócrinos dos compostos químicos foram destacados por especialistas, que alertam para o agravamento de problemas de saúde, como diabetes, entre os indígenas.
A pesquisa também identificou a diminuição da população de abelhas e alterações nas roças, que podem estar relacionadas ao uso de herbicidas. A situação é alarmante, pois a exposição a múltiplos compostos químicos pode resultar em efeitos adversos à saúde, embora não existam estudos conclusivos sobre a "multi-intoxicação". A falta de evidências científicas sobre os impactos da exposição a coquetéis de agrotóxicos gera incertezas sobre os riscos enfrentados pelos khisêtjês.
Além dos agrotóxicos, os khisêtjês também enfrentam a ameaça do mercúrio, proveniente do garimpo na região, que contamina os peixes e afeta a saúde alimentar da comunidade. A combinação de agrotóxicos e mercúrio representa um risco significativo para a saúde dos indígenas, que dependem da pesca e da agricultura para sua subsistência. A situação exige atenção urgente e ações efetivas para proteger a saúde e o meio ambiente no Território Indígena do Xingu.
O documentário "Sukande Kasáká – Terra doente" foi produzido para conscientizar sobre a contaminação e a necessidade de ações coletivas. A união em torno dessa causa pode ser fundamental para garantir a saúde e a preservação do território dos khisêtjês, promovendo iniciativas que visem a proteção ambiental e a saúde indígena. É essencial que a sociedade civil se mobilize para apoiar esses projetos e garantir um futuro mais saudável para os povos indígenas.

A Raiar Orgânicos implementou a sexagem embrionária de ovos para descartar machos antes do nascimento, visando o bem-estar animal e aumentando a produção de ovos orgânicos. A tecnologia, importada da Alemanha, processa seis mil ovos por hora e pode salvar até 200 mil pintinhos do abate este ano.

A startup Polen lançou o programa "Ondas do Futuro" para combater a poluição plástica no Brasil, envolvendo grandes geradores de resíduos e criando uma rede digital de rastreabilidade. A iniciativa, apoiada pela UNESCO, visa promover a destinação correta do lixo e estimular mudanças na cadeia produtiva.

A Funarj inicia o programa Eco Funarj com a instalação de cinco estações de energia solar no Teatro Mário Lago, promovendo sustentabilidade em teatros públicos. A inauguração será em 26 de outubro, com show de Sandra Sá.

O sapo do deserto de Sonora enfrenta risco de extinção devido à captura excessiva por causa de suas secreções alucinógenas, alertam pesquisadores. A pressão sobre a espécie pode causar sérios problemas ecológicos.

O Ibama encerrou uma Oficina de Planejamento Operacional em Santarém, visando fortalecer a resposta a incêndios florestais no oeste do Pará, com a participação de diversas instituições. A capacitação promoveu a troca de experiências e a construção de estratégias integradas, reforçando o compromisso com a gestão ambiental na Amazônia.

São Paulo lançará em agosto um projeto piloto que oferece créditos no Bilhete Único para ciclistas, com inscrições até 30 de junho, visando avaliar incentivos financeiros na mobilidade urbana. A iniciativa, apoiada por instituições como a USP e a FGV, busca entender o impacto de recompensas financeiras no uso de bicicletas, promovendo a redução do transporte motorizado. O experimento, que durará três meses, requer que os voluntários sejam maiores de idade, moradores da cidade e possuam uma bicicleta.