Lázaro Ramos provocou debates ao criticar a licença-paternidade de apenas 5 dias no Brasil, destacando a necessidade de mudança cultural e legal para promover a igualdade de gênero nos cuidados infantis.

Uma recente postagem do ator Lázaro Ramos no Instagram levantou questões sobre a duração da licença-paternidade no Brasil, que é de apenas cinco dias, conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O ator afirmou: "São poucos dias para conhecer o novo membro da família e se adaptar a essa nova rotina." Essa declaração gerou um intenso debate nas redes sociais, refletindo a insatisfação de muitos especialistas com a atual política de apoio à parentalidade no país.
A atriz Samara Felippo respondeu ao post de Ramos, afirmando: "Só se for para ele fazer o que tem que fazer em casa, ficar dormindo e enchendo o saco... Vai trabalhar." Essa reação evidenciou a persistência de estereótipos sobre a participação dos pais nos cuidados infantis, mostrando que a discussão sobre a licença-paternidade ainda é cercada de preconceitos.
A advogada de família Bárbara Heliodora defende que a licença-paternidade deve ser vista como um direito fundamental, essencial para promover a responsabilidade compartilhada na criação dos filhos. Ela argumenta que os cinco dias atuais são insuficientes para que os pais se envolvam ativamente nos primeiros cuidados com o bebê e para que a família se reorganize após a chegada de um novo membro.
Embora algumas empresas que participam do Programa Empresa Cidadã ofereçam uma extensão da licença para até 20 dias, essa prática ainda é pouco comum. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que apenas 21.100 empresas aderiram ao programa até 2023, representando menos de três por cento do total de empresas formais no Brasil. Isso resulta em apenas 6,8% dos trabalhadores formais tendo acesso à licença-paternidade estendida.
Em contraste, a licença-maternidade é de 120 dias, podendo chegar a 180 dias em empresas participantes do mesmo programa. Essa disparidade reforça a desigualdade de gênero nos cuidados infantis, com mulheres dedicando em média 21,4 horas semanais a afazeres domésticos e cuidados, enquanto homens dedicam apenas 11,1 horas. Um estudo do Instituto Promundo revelou que 83% dos homens consideram a licença-paternidade atual insuficiente.
Atualmente, tramitam no Congresso Nacional 14 projetos de lei que visam ampliar a licença-paternidade, com propostas variando de 15 a 30 dias. No entanto, nenhum desses projetos avançou significativamente. A mudança nas políticas de licença-paternidade é crucial para promover a igualdade de gênero e a proteção à infância. A sociedade civil pode desempenhar um papel importante nesse processo, apoiando iniciativas que busquem transformar essa realidade.

O Encontro Paulista de Teatro de Grupo ocorrerá de 12 de julho a 10 de agosto, com mais de 30 ações gratuitas, incluindo apresentações, oficinas e debates, promovendo o acesso à arte na zona norte de São Paulo. O evento, idealizado pelo grupo Refinaria Teatral, contará com a participação de diversos grupos teatrais e um show musical, visando fortalecer o intercâmbio cultural e a formação de público na região.

O Programa Mais Médicos atingiu um recorde de 45.792 inscrições para 3.064 vagas, com 93% dos candidatos sendo brasileiros. O foco é fortalecer a saúde em áreas vulneráveis do Brasil.

O Sistema Único de Saúde (SUS) irá disponibilizar o implante contraceptivo Implanon para 500 mil mulheres, com investimento de R$ 245 milhões. A medida visa ampliar opções de planejamento reprodutivo até 2026.

O Índice de Progresso Social (IPS) de 2025 no Brasil é de 61,96, ligeiramente inferior ao de 2024. A dimensão "oportunidades" apresentou o pior desempenho, evidenciando desigualdades regionais.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, anunciou mil novas vagas para o Renova DF, totalizando 2.500 atendidos. O programa visa capacitar auxiliares de manutenção na construção civil e reabilitar espaços públicos.

O INSS agora concede salário-maternidade a autônomas com apenas uma contribuição, seguindo decisão do STF. A mudança, que pode custar até R$ 16,7 bilhões até 2029, visa igualar direitos entre seguradas.