Meio Ambiente

Lula critica negacionismo e unilateralismo em cúpula do Brics e defende ações para mudanças climáticas e saúde global

Durante a cúpula do Brics, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a urgência de triplicar energias renováveis e criticou o negacionismo e o unilateralismo que ameaçam o futuro. Ele defendeu a recuperação da OMS e a justiça climática, enfatizando a necessidade de investimentos em saúde global.

Atualizado em
July 7, 2025
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Chefes de Estado e governo do Brics, além de países associados, antes de plenária durante reunião no Rio de Janeiro — Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a urgência de ações contra o negacionismo e o unilateralismo durante a cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro. Em sua fala, Lula afirmou que essas posturas estão "corroendo os avanços do passado e sabotando nosso futuro". A plenária abordou a necessidade de enfrentar as mudanças climáticas e ampliar o acesso à saúde, especialmente em países em desenvolvimento, temas centrais da presidência brasileira no grupo.

O presidente enfatizou que é essencial triplicar a capacidade de energias renováveis e duplicar a eficiência energética. Ele alertou que "oitenta por cento das emissões de carbono são produzidas por menos de sessenta empresas", muitas das quais operam nos setores de petróleo, gás e cimento. Lula criticou os incentivos do mercado que vão contra a sustentabilidade e pediu um compromisso global para a transição justa e planejada rumo ao fim do uso de combustíveis fósseis.

Na declaração final dos líderes do Brics, o tema das mudanças climáticas foi abordado, com Lula ressaltando a necessidade de mais investimentos para enfrentar e se adaptar a esses desafios. Ele lembrou que, uma década após o Acordo de Paris, os países em desenvolvimento continuam a ser os mais afetados por perdas e danos, mas são os que menos recursos têm para lidar com a mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Lula também criticou o discurso que nega a realidade das mudanças climáticas, especialmente em governos como o dos Estados Unidos, e defendeu a recuperação da Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fórum essencial para enfrentar pandemias e promover a saúde global. Ele destacou que a saúde é um direito humano e um motor de desenvolvimento, mas que é profundamente afetada pela pobreza e pelo unilateralismo.

O presidente concluiu sua fala pedindo um aumento nos investimentos em saúde e melhores condições de vida para as populações, incluindo acesso a saneamento básico e moradia digna. Ele apontou que desigualdades sociais, como renda, escolaridade e raça, determinam quem adoece e quem morre, e que muitas doenças poderiam ser erradicadas se atingissem países desenvolvidos.

As declarações de Lula na cúpula do Brics ressaltam a importância de um compromisso coletivo para enfrentar os desafios climáticos e de saúde. Em tempos de crise, a união da sociedade civil pode fazer a diferença, apoiando iniciativas que promovam justiça climática e acesso à saúde, beneficiando aqueles que mais precisam.

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