O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei sobre licenciamento ambiental, vetando 63 dispositivos para preservar proteções ambientais. A medida busca equilibrar interesses produtivos e ambientais.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou em 8 de agosto de 2025, o projeto de lei que modifica as regras de licenciamento ambiental no Brasil, vetando 63 dos quase 400 dispositivos da proposta aprovada pelo Congresso em julho. A decisão, anunciada em coletiva de imprensa com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, buscou atender às demandas de organizações ambientais, que criticaram o texto como "PL da Devastação", ao mesmo tempo em que preservou avanços para setores produtivos.
Antes da sanção, o Observatório do Clima apresentou uma análise técnica de noventa e cinco páginas, destacando "retrocessos graves" em 42 dos 66 artigos da proposta original. O governo adotou uma abordagem híbrida, combinando vetos com a publicação de uma Medida Provisória que garante Licenças Ambientais Especiais (LAE), além de um novo Projeto de Lei ao Congresso, que mantém inovações do texto original com ajustes para maior segurança jurídica.
Entre os vetos, destaca-se a alteração na Lei da Mata Atlântica, que permitiria a supressão de vegetação sem análise prévia. O governo optou por preservar as proteções atuais do bioma, que abriga mais de setenta por cento da população brasileira. Outro veto importante assegura a participação de todos os povos tradicionais nas decisões que impactam seus territórios, evitando a exclusão de comunidades em processo de reconhecimento.
O governo também manteve a Licença Ambiental Simplificada (LAC) apenas para atividades de pequeno impacto, estabelecendo limites mais rigorosos para procedimentos autodeclaratórios. A criação da LAE no formato original foi vetada, eliminando um processo que poderia gerar insegurança jurídica. A nova redação da LAE será decidida por um "Conselho de Governo", garantindo a participação de todos os ministérios.
Além disso, o governo vetou dispositivos que conferiam ampla autonomia a estados e municípios para definir quais atividades precisariam de licenciamento, evitando uma "competição antiambiental". A obrigatoriedade de seguir as orientações dos gestores de Unidades de Conservação foi mantida, assim como a exigência de licenciamento para propriedades rurais com Cadastro Ambiental Rural (CAR) pendente de análise.
Essas medidas visam equilibrar as pressões de organizações ambientais e setores produtivos, conforme ressaltou Marina Silva. A articulação com parlamentares para a aprovação das mudanças já está em andamento. Nessa situação, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável, garantindo um futuro melhor para todos.

Uma operação do Ibama e Vigiagro apreendeu carcaças de 879 animais no Aeroporto de Guarulhos, provenientes de Doha e Joanesburgo, resultando em multas e processos por tráfico de fauna. A ação revela o uso do aeroporto como rota para contrabando de espécies exóticas, representando riscos à saúde pública.

O Senado aprovou o PL 2.159/2021, que facilita licenças ambientais, gerando críticas por potencializar a degradação e isentar atividades de licenciamento. A Câmara deve corrigir os erros do projeto.

A criação da Autoridade Climática, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta impasses sobre sua estrutura e não deve ser implementada até a COP30. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destaca a complexidade da proposta e a necessidade de um novo marco regulatório para antecipar tragédias climáticas.

Ambientalistas, liderados por Isabelle de Loys, denunciam o plantio irregular de espécies invasoras no Parque do Flamengo, patrimônio tombado pelo Iphan e reconhecido pela Unesco, exigindo ações da prefeitura.
Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, se reuniu com gestores do Pará para discutir liberação de recursos e ações de Defesa Civil, priorizando a proteção da Amazônia. O encontro destacou a implementação de um sistema moderno de alerta precoce, visando salvar vidas e fortalecer a cultura de prevenção nas comunidades vulneráveis da região.

A terceira edição do Copa Art Talks, realizada no Copacabana Palace, destacou a relação entre arte e meio ambiente, com foco na poluição dos oceanos. Artistas e especialistas clamaram por ação imediata.