O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que proíbe testes em animais para cosméticos, com dois anos para implementar métodos alternativos. A norma foi apoiada por 1,68 milhão de assinaturas.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, no dia 30 de julho de 2025, uma lei que proíbe o uso de animais em pesquisas e testes de cosméticos. A nova norma estabelece que produtos e ingredientes testados antes da vigência da lei poderão continuar a ser comercializados. A partir de agora, novos produtos não poderão ser testados em animais, obrigatoriamente.
A cerimônia de sanção contou com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Para a aprovação do projeto, o Ministério do Meio Ambiente intermediou diálogos com entidades de defesa dos direitos dos animais e apresentou um abaixo-assinado com 1,68 milhão de assinaturas em apoio à proposta. Marina Silva destacou a necessidade de uma visão mais empática em relação às outras formas de vida.
A proposta, de autoria do ex-deputado Ricardo Izar, foi debatida pela Câmara dos Deputados em 2014 e aprovada pelo Senado em 2022. A aprovação final na Câmara ocorreu em 9 de julho de 2025. Com a publicação da lei, as autoridades sanitárias terão um prazo de dois anos para implementar métodos alternativos e um plano estratégico para garantir a disseminação desses métodos no Brasil.
A sanção da lei altera as legislações 11.794/08 e 6.360/76, que regulamentavam o uso científico de animais para testes. Esta é a terceira ação de Lula voltada à proteção dos animais em 2025. Em junho, o cantor Ney Matogrosso se reuniu com Lula e Janja para discutir um projeto de lei sobre proteção à fauna. Além disso, Lula sancionou um registro para animais domésticos, conhecido como Sinpatinhas, que visa auxiliar no controle de vacinação e outras informações.
Com a nova legislação, o Brasil se alinha a uma tendência global de proteção aos direitos dos animais, refletindo uma crescente conscientização sobre o bem-estar animal. A lei representa um avanço significativo na busca por alternativas éticas e sustentáveis na indústria de cosméticos, promovendo a pesquisa de métodos que não envolvam testes em animais.
Iniciativas como essa precisam do apoio da sociedade civil para serem efetivas. A união em torno de causas que promovem o bem-estar animal pode gerar mudanças significativas e duradouras. Mobilizar a comunidade em torno de projetos que visem a proteção dos animais e a promoção de métodos alternativos é essencial para garantir que essa nova legislação tenha um impacto real e positivo.

A Motiva se junta à TNFD, focando na conservação ambiental e na redução de impactos de suas rodovias. A empresa finaliza um estudo para implementar ações de proteção da fauna e reflorestamento.

São Paulo inaugurou a Floresta Municipal Fazenda Castanheiras, com 250 hectares, parte do projeto São Paulo Capital Verde, visando ampliar áreas protegidas e promover ecoturismo e educação ambiental. A floresta será ampliada para 400 hectares e busca gerar renda sustentável para a comunidade local.

Um novo projeto de energia solar foi lançado, prometendo aumentar a capacidade de geração em cinquenta por cento na região e criar mil empregos até o final do ano. A iniciativa surge em um contexto de crescente foco em energias renováveis para combater as mudanças climáticas.

O Brasil alcançou a meta de reciclar 25% das embalagens de vidro em 2024, com o Distrito Federal superando a média nacional. A reciclagem de vidro no país cresceu de 11% para 25,1% em cinco anos.

A organização A Vida no Cerrado (Avinc) promove a valorização e preservação do Cerrado, com foco em educação socioambiental e políticas públicas. Fundada durante a pandemia, a Avinc já conta com 46 voluntários e conquistou a inclusão da Semana do Cerrado no calendário escolar, visando conscientizar sobre a importância desse bioma.

Um grupo de bancos de desenvolvimento destinará pelo menos 3 bilhões de euros até 2030 para combater a poluição plástica nos oceanos, ampliando a Iniciativa Oceanos Limpos. A ONU alerta que os resíduos plásticos podem triplicar até 2040, impactando ecossistemas e saúde humana.