Cerca de novecentas mil crianças e adolescentes estão fora da escola no Brasil em 2024, apesar dos esforços da Busca Ativa Escolar, evidenciando a exclusão educacional de grupos vulneráveis. A situação exige ações urgentes para garantir o direito à educação.

No Brasil, desde 2017, mais de 300 mil crianças e adolescentes retornaram às salas de aula, resultado da iniciativa Busca Ativa Escolar, desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O programa visa combater a exclusão e o abandono escolar, mapeando jovens fora da escola. Apesar dos esforços, em 2024, ainda há 993 mil crianças e adolescentes de 4 a 17 anos fora das aulas, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
Além disso, a situação é alarmante entre crianças de 0 a 3 anos, onde quase 60% não frequentam creches. Embora a educação nessa faixa etária não seja obrigatória, é um direito garantido. O Plano Nacional de Educação previa que 50% das crianças estivessem matriculadas em berçários até 2024. Em 2016, a taxa de matrícula era de 30,3%, subindo para cerca de 40% em 2024, um aumento de 9,5 pontos percentuais em oito anos.
A exclusão escolar é um problema complexo, e a resposta deve ser igualmente multifatorial. Mônica Dias Pinto, chefe de educação do Unicef no Brasil, destaca que a Busca Ativa Escolar fornece dados essenciais para que gestores identifiquem e ajudem as crianças e adolescentes fora da escola. A análise do programa revela que meninos representam 55% do total de excluídos, enquanto meninas são 45%. O grupo de 15 a 17 anos é o mais afetado, com 440 mil adolescentes fora da escola.
A exclusão escolar também está intimamente ligada à renda familiar. Quase 400 mil crianças e adolescentes fora da escola pertencem às famílias mais pobres, que representam 20% da população. A situação é ainda mais crítica na zona rural, onde 195 mil crianças estão fora da escola, em contraste com 797 mil na zona urbana. Mônica Dias Pinto ressalta que a naturalização da exclusão escolar perpetua a marginalização de crianças em situação de vulnerabilidade.
O acesso a creches é particularmente limitado para crianças de famílias de baixa renda. De acordo com o Unicef e a Undime, 36% das crianças que não frequentam creches vivem nas famílias mais pobres. Embora a falta de vagas seja um fator, a decisão dos pais também influencia. Em 2024, 60% das crianças de 0 a 3 anos fora da creche estavam nessa situação por escolha dos responsáveis, com percentuais mais altos nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Esses dados evidenciam a necessidade urgente de ampliar a oferta de educação infantil, especialmente em comunidades vulneráveis. A sociedade civil pode desempenhar um papel crucial, apoiando iniciativas que garantam o direito à educação desde os primeiros anos de vida. Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos a terem acesso à educação e a um futuro melhor.

Em 2024, o acesso à creche no Brasil aumentou apenas entre famílias ricas, ampliando a desigualdade. O presidente Lula assinou um decreto para expandir vagas na educação infantil, visando mitigar essa disparidade.

Catarina, uma menina brasileira, é reconhecida como a leitora bilíngue mais jovem do país, fluente em inglês e com QI elevado. Especialistas alertam sobre a falta de avaliações para identificar superdotação.

Abril é o mês da Conscientização do Autismo, destacando a importância do acolhimento e do diagnóstico precoce. O Instituto de Pesquisa PENSI promove o XI Simpósio de Atualização em TEA no dia 23 de abril, com inscrições gratuitas para profissionais da saúde.

A Faculdade de Comércio, criada pela ACSP, já formou 670 profissionais e possui 2,3 mil alunos, com 42,3% relatando aumento de renda após a graduação, visando combater a falta de mão de obra qualificada no varejo.

O bônus regional, essencial para o acesso de estudantes de áreas com menos oportunidades ao curso de medicina, foi suspenso em várias universidades após decisão do STF, mas a Ufac decidiu mantê-lo. Matheus Santiago, aluno da Ufac, destaca que a medida é crucial para reduzir a evasão e garantir a permanência de estudantes locais. A universidade, que criou um processo seletivo próprio, busca equilibrar as condições de concorrência.

A PUC-RS lançou quarenta cursos online gratuitos com certificado, abrangendo áreas como finanças e neurociência, para quem busca aprimorar conhecimentos. As aulas são flexíveis e acessíveis a todos.