Marcelo Rubens Paiva, autor de "Feliz Ano Velho", reflete sobre paternidade e desafios sociais em seu novo livro, "O Novo Agora", após o sucesso do filme "Ainda Estou Aqui", que homenageia sua mãe.

Marcelo Rubens Paiva, autor de "Feliz Ano Velho", ficou conhecido após um acidente que o deixou tetraplégico aos 20 anos. O episódio, que ocorreu ao saltar de uma pedra em um lago, é narrado em seu best-seller de 1982. Quatro décadas depois, Paiva se vê novamente em evidência, agora com o sucesso do filme "Ainda Estou Aqui", que explora sua trajetória familiar, incluindo o desaparecimento de seu pai, Rubens Paiva, durante a ditadura militar, e a luta de sua mãe, que criou cinco filhos sozinha.
Em seu novo livro, "O Novo Agora", Paiva reflete sobre paternidade e maturidade, temas que se entrelaçam com os desafios sociais e políticos atuais. Ele é pai de dois meninos, de oito e onze anos, e compartilha suas experiências de ser um pai cadeirante em um mundo que muitas vezes impõe preconceitos. Paiva menciona que sempre soube que queria ser pai e que sua condição não seria um obstáculo, mas enfrentou capacitismo e etarismo ao longo do caminho.
O autor destaca que a paternidade é um aprendizado contínuo, assim como a maternidade. Ele enfatiza a importância do amor e do carinho na educação das crianças, rejeitando métodos punitivos. Paiva também expressa suas preocupações sobre o ambiente político e social em que seus filhos estão crescendo, especialmente com a ameaça de retrocessos na democracia e na educação.
O impacto do filme "Ainda Estou Aqui" foi significativo, especialmente quando estreou no Festival de Veneza. Paiva teve a oportunidade de reunir sua família italiana e levar seus filhos para a primeira viagem internacional do mais novo. O reconhecimento da história de sua mãe, uma mulher que enfrentou desafios imensos, foi um dos momentos mais emocionantes para ele.
Paiva ressalta que o reconhecimento da figura materna em uma sociedade patriarcal é fundamental. Ele acredita que a narrativa de sua mãe, que cuidou de cinco filhos sozinha, merece ser celebrada. O autor busca dar visibilidade a essas histórias, que muitas vezes ficam à sombra dos feitos masculinos.
Em tempos de incerteza, a união da sociedade civil é essencial para apoiar iniciativas que promovam a educação e a cultura. Projetos que valorizam a história e a luta de figuras como a mãe de Paiva podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas. A solidariedade e o apoio mútuo são fundamentais para enfrentar os desafios atuais e construir um futuro melhor.

O MPDFT realiza o seminário “Protocolo pela Vida” em 19 e 20 de maio, visando acolher vítimas de trânsito e discutir soluções para a violência nas vias. O evento reúne especialistas e instituições para promover mudanças significativas.

A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade um projeto que torna permanente a Lei de Incentivo ao Esporte, garantindo deduções fiscais para patrocínios e doações a projetos esportivos e paradesportivos. O texto, que agora segue para o Senado, estabelece limites para os incentivos fiscais, permitindo deduções de até 3% do Imposto de Renda para pessoas jurídicas e 7% para pessoas físicas. Desde sua criação em 2006, a lei já captou R$ 6,3 bilhões para o esporte, com R$ 1 bilhão apenas no último ano.

Nesta segunda-feira, a governadora em exercício, Celina Leão, inaugurou o sétimo Comitê de Proteção da Mulher em Santa Maria, promovendo apoio e serviços solidários à comunidade local. A iniciativa visa oferecer alternativas de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade, destacando a importância de serviços próximos à população.

O governo federal, liderado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, planeja parcerias com o setor privado para eliminar filas no Sistema Único de Saúde, priorizando o tratamento de câncer. A regulamentação deve ser concluída até o fim do ano.

Arthur Casas desenvolve um projeto no Xingu para revitalizar a vila do Posto Indígena Leonardo Villas-Boas, criando um centro de memória que preservará a história dos povos locais. O pavilhão Oca Moitará, inspirado na ancestralidade, será apresentado na COP30.

O CNPEM desenvolve o primeiro protótipo brasileiro de ressonância magnética, com investimento de R$ 8 milhões, para atender a demanda do SUS em regiões remotas. A iniciativa visa melhorar o acesso a exames de imagem.