A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, enfrenta resistência no Congresso após o veto de 63 dispositivos da nova lei de licenciamento ambiental pelo presidente Lula, que propõe um novo projeto. A ministra busca convencer os parlamentares sobre a importância de integrar avanços conceituais, mantendo a proteção ambiental e a agilidade no processo.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, enfrenta um cenário desafiador no Congresso Nacional para implementar mudanças no licenciamento ambiental. Após duas décadas de tramitação de um projeto que nunca alcançou consenso, o tema ganhou nova relevância com os 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a apresentação de um novo projeto que busca integrar avanços conceituais, sem abrir mão da proteção ambiental.
Marina Silva destaca a necessidade de convencer os parlamentares sobre a importância de um novo encaminhamento que dialogue com as expectativas do Congresso. A lei aprovada anteriormente flexibilizou o licenciamento ambiental, visando acelerar o desenvolvimento econômico, mas gerou controvérsias. Dispositivos como a Licença por Adesão e Compromisso (LAC) e a Licença Ambiental Especial (LAE) foram vetados, mas estão sendo reavaliados no novo projeto de urgência constitucional enviado ao Congresso.
A LAC permite que empreendimentos de pequeno e médio porte sejam autorizados mediante compromisso de respeito às exigências ambientais. Já a LAE, que prioriza projetos estratégicos, foi acelerada por Lula através de uma medida provisória. A ministra reconhece que, apesar de críticas à proposta anterior, houve avanços que podem ser aproveitados no novo projeto, garantindo segurança jurídica e agilidade no licenciamento.
Entretanto, o caminho para a aprovação no Congresso não é simples. Desde 2023, a ministra enfrentou reveses significativos, como a redução da influência da pasta ambiental e a nova legislação sobre agrotóxicos. A Secretaria de Relações Institucionais, liderada pela ministra Gleisi Hoffmann, será fundamental para o diálogo com os líderes parlamentares, incluindo Davi Alcolumbre e Hugo Motta, que ainda não se posicionaram sobre o novo projeto.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou que desde o início do terceiro governo Lula, foram abertos 398 novos mercados, resultado de políticas de proteção ambiental. Marina Silva enfatiza que o esforço no licenciamento deve ser para proteger mais, evitando que os beneficiários atuais se tornem os prejudicados no futuro. O novo projeto propõe mais etapas de análise ambiental, mantendo um prazo máximo de doze meses para a conclusão do processo.
Com a proposta do governo, a aplicação da LAC será restrita a casos de pequeno potencial poluente, e as normas estaduais e municipais devem alinhar-se às diretrizes nacionais. A ministra acredita que, ao corrigir pontos inconstitucionais, o Brasil pode evitar um colapso ambiental. Em tempos de desafios, a união da sociedade pode ser crucial para apoiar iniciativas que promovam a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente.

A previsão do tempo para São Paulo nesta quinta-feira, 24, aponta chuvas fracas na capital, mas o interior enfrenta altas temperaturas e risco de incêndios. A Defesa Civil alerta para a situação crítica.

O Brasil alcançou uma taxa de reciclagem de 97% de latas de alumínio em 2024, mas a exportação crescente de sucata ameaça a economia circular e a indústria local, afetando catadores e cooperativas.

O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) intensifica o uso de aeronaves no combate a incêndios florestais, realizando 65 voos em 2025 e lançando 134,5 mil litros de água em diversas operações. Com pilotos experientes, o CBMDF atua em áreas de difícil acesso, destacando missões em estados como Bahia e Amazonas. A colaboração da população é essencial para prevenir incêndios e garantir a segurança ambiental.

Uma nova operação da Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal) removeu mais de sete quilômetros de cercamento irregular em área de preservação permanente no Núcleo Rural Monjolo. A ação, realizada em 6 de agosto, visou impedir a consolidação de loteamentos ilegais, utilizando tecnologias como drones e georreferenciamento para monitoramento. Grileiros haviam cercado a área, que é restrita a construções urbanas e parcelamentos residenciais.

Após flagrante do Globocop, ICMBio programou inspeção na APA de Guapimirim, onde lixo se acumula em manguezais, afetando ecossistemas e a saúde de espécies locais. A situação reflete um problema estrutural de décadas.

Projeto-piloto no Pará utiliza chips para rastrear gado, buscando garantir carne sem desmatamento. Pecuaristas pedem apoio governamental para viabilizar a tecnologia e atender exigências internacionais.