A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu a legislação ambiental do Brasil em discurso, ressaltando sua relevância para investimentos e criticando a inação dos países ricos em promessas climáticas. Após ser hostilizada no Congresso, Marina destacou a segurança jurídica e a importância do marco regulatório, enquanto projetos que flexibilizam normas de fiscalização avançam. Ela também criticou a falta de compromisso das nações desenvolvidas em relação às metas climáticas.

Um dia após ser alvo de críticas no Congresso Nacional, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, fez um discurso em defesa da legislação ambiental brasileira. Ela ressaltou que a segurança jurídica proporcionada por essa legislação é fundamental para atrair investimentos e promover o desenvolvimento sustentável. Marina destacou a importância do quadro legal existente, que reduz riscos para investidores e favorece políticas públicas, como o Código Florestal e os planos de combate ao desmatamento.
A fala da ministra ocorreu durante um evento em São Paulo, promovido pela Coalizão Clima, Florestas e Agricultura, que busca integrar o agronegócio e ambientalistas. Embora não tenha mencionado diretamente os ataques que sofreu na Câmara, Marina enfatizou a relevância do marco regulatório ambiental, que atualmente enfrenta propostas de flexibilização. Um projeto de lei que isenta de licenciamento ambiental projetos de infraestrutura foi aprovado no Senado e pode ser votado na Câmara em breve.
Marina também fez referências ao agronegócio, mencionando uma proposta em parceria com o Ministério da Agricultura para beneficiar fazendeiros que possuem reservas legais acima do mínimo exigido. A ministra adotou um tom conciliador, afirmando que o desenvolvimento sustentável requer o engajamento do setor privado. Além disso, ela abordou as negociações para a COP30, a Conferência do Clima de Belém, e a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFF), que visa remunerar países pela preservação de vegetação natural.
Durante seu discurso, a ministra criticou a inação dos países ricos em relação às promessas climáticas, especialmente em mobilizar os US$ 100 bilhões anuais prometidos para a transição econômica nos países em desenvolvimento. Ela comparou a rapidez com que a OTAN aprovou um aumento de recursos para guerras com a lentidão das nações em cumprir suas obrigações climáticas, ressaltando que a guerra bélica desvia recursos que poderiam ser utilizados para enfrentar a mudança do clima.
Marina Silva também anunciou a intenção de criar um instrumento dentro da COP, com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do secretário-geral da ONU, António Guterres, para avaliar os compromissos climáticos dos países. Essa iniciativa busca realizar um "balanço ético" para verificar se as promessas estão alinhadas com a meta de limitar o aquecimento global a 1,5ºC, conforme estabelecido pelo Acordo de Paris.
Em um momento em que a legislação ambiental enfrenta desafios, é crucial que a sociedade civil se mobilize em apoio a iniciativas que promovam a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Projetos que visam fortalecer a legislação e garantir a proteção dos recursos naturais podem fazer a diferença e precisam do nosso apoio coletivo.

A Defesa Civil de São Paulo alerta para temporais a partir de hoje, com riscos de deslizamentos e alagamentos. A população deve redobrar os cuidados, especialmente em áreas de risco.

Brasil apresenta o Plano Clima, com metas de redução de emissões de gases do efeito estufa, mas sem afastamento dos combustíveis fósseis, gerando críticas de especialistas e preocupações sobre a transição energética.

Em 2024, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) do Brasil estabeleceu protocolos para medir danos climáticos, com um custo mínimo de US$ 5 por tonelada de CO₂. O Ministério Público Federal já iniciou ações contra desmatadores.

Um estudo recente indica que as temperaturas globais podem subir mais rapidamente do que se esperava, afetando severamente a agricultura e a saúde pública, o que demanda ações imediatas.

O Conselho Nacional de Justiça se reunirá com a Associação Brasileira de Normas Técnicas para discutir a norma Justiça Carbono Zero, que exige a redução de emissões de carbono no Judiciário até 2030. A iniciativa inclui inventários anuais e metas de redução, alinhando o Judiciário à agenda climática nacional, especialmente com a proximidade da COP 30 no Brasil.

Mais de 1300 municípios brasileiros estão em alerta devido ao calor extremo, com temperaturas acima de 37 °C e umidade abaixo de 15%, aumentando riscos à saúde e incêndios florestais. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) prevê que as condições se agravem, especialmente no Centro-Oeste e partes do Norte e Nordeste. A população deve tomar precauções, como hidratação e evitar exposição ao sol.