Meio Ambiente

Transição energética é desafio global até 2050, alerta CEO da ThyssenKrupp na Era do Clima

Paulo Alvarenga, CEO da ThyssenKrupp na América do Sul, enfatiza a complexidade da descarbonização industrial e o compromisso da empresa em neutralizar suas emissões até 2045, investindo em hidrogênio verde. A transição energética é crucial para evitar o colapso climático, envolvendo não apenas questões ambientais, mas também econômicas e geopolíticas.

Atualizado em
June 23, 2025
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ThyssenKrupp atua no Brasil em três frentes principais: automotiva, defesa e tecnologias para descarbonização Foto: ThyssenKrupp/Divulgação

A transição energética é um desafio global que exige a redução das emissões de carbono e a adoção de fontes renováveis de energia. Paulo Alvarenga, CEO da ThyssenKrupp na América do Sul, enfatiza a complexidade da descarbonização industrial e o compromisso da empresa em neutralizar suas emissões até 2045, investindo em hidrogênio verde. Ele destaca que, atualmente, as emissões estão aumentando, o que torna a missão climática ainda mais difícil.

Alvarenga afirma que a transição energética não é apenas uma questão ambiental, mas envolve aspectos econômicos, cadeias produtivas e geopolítica. O mundo precisa urgentemente parar de aumentar as emissões de carbono e, em seguida, inverter essa curva. Para isso, é necessário substituir fontes de energia, melhorar a eficiência dos processos e capturar o carbono que ainda é emitido.

O CEO menciona que a eletricidade está sendo descarbonizada com sucesso, mas apenas vinte por cento da energia consumida no mundo é elétrica. Os outros oitenta por cento provêm de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, o que representa um grande desafio. Tecnologias como hidrogênio verde e captura de carbono são essenciais para enfrentar essa situação. A pandemia de Covid-19 demonstrou que, mesmo com a economia paralisada, a redução das emissões foi mínima.

Alvarenga destaca que a ThyssenKrupp está liderando a descarbonização na indústria, oferecendo tecnologias que ajudam outras empresas a reduzir suas emissões. A divisão de siderurgia da empresa, uma das maiores emissoras, tem um compromisso de neutralizar suas emissões até 2045. Para isso, está investindo três bilhões de euros na conversão de altos-fornos que utilizam carvão para um processo que usa hidrogênio verde, eliminando as emissões diretas.

O Brasil possui um grande potencial para a produção de hidrogênio verde, especialmente na fabricação de fertilizantes, dado que o agronegócio representa vinte e cinco por cento da economia nacional. A dependência de importações de fertilizantes torna a produção local uma questão estratégica. Alvarenga acredita que o Brasil pode liderar a transição energética global com a produção de amônia verde, utilizando o hidrogênio verde.

Além disso, ele defende uma abordagem híbrida que combine etanol e motores elétricos, considerando que o etanol é um biocombustível maduro e eficaz. A transição energética requer um mosaico de soluções, e a união da sociedade pode impulsionar iniciativas que promovam a sustentabilidade e a inovação. Projetos que buscam apoiar a transição energética e a descarbonização devem ser incentivados, pois podem ter um impacto significativo na luta contra as mudanças climáticas.

Estadão
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