Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, lamenta a aprovação do PL do licenciamento ambiental, que pode causar devastação. Ela destaca a violência política de gênero e a urgência de uma mudança cultural para a proteção ambiental.

Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, manifestou sua indignação após a aprovação do Projeto de Lei (PL) do licenciamento ambiental, conhecido como PL da Devastação. A votação ocorreu na madrugada da última quinta-feira, e Silva descreveu o dia como um "luto e luta". Em uma entrevista ao GLOBO, ela abordou a violência política de gênero e a necessidade de uma mudança cultural para a proteção ambiental e a justiça social.
Durante a entrevista, Silva destacou que ser mulher na política é um grande desafio, mencionando a violência política de gênero como um obstáculo que precisa ser enfrentado. Ela afirmou que, ao longo dos anos, as mulheres aprenderam a se impor e a desenvolver sua própria linguagem política. Silva também comentou sobre a necessidade de um ambiente político mais respeitoso, onde as mulheres sejam tratadas com igualdade.
A ministra recordou sua trajetória pessoal e as dificuldades que enfrentou, incluindo a perda de sua mãe e as adversidades de sua infância. Silva enfatizou que sua experiência moldou sua visão de mundo e sua abordagem política, que é fundamentada no serviço à comunidade. Ela também mencionou a importância de respeitar a diversidade cultural e a sabedoria das comunidades tradicionais na luta pela preservação ambiental.
Silva criticou a recente aprovação do PL do licenciamento ambiental, afirmando que isso representa uma derrota para os avanços já conquistados na proteção do meio ambiente. Ela alertou que a flexibilização das regras de licenciamento pode levar a um aumento da devastação ambiental, comprometendo a biodiversidade e os recursos hídricos do Brasil. A ministra defendeu que a natureza não deve se adaptar às necessidades humanas, mas sim que os humanos devem se adaptar à natureza.
Além disso, Silva abordou a importância do Balanço Ético Global (BEG) como uma ferramenta para avaliar o cumprimento das metas do Acordo de Paris. Ela ressaltou que a COP30, que ocorrerá no Brasil, deve ser um momento de implementação das promessas feitas em encontros anteriores, enfatizando a necessidade de ações concretas para enfrentar a crise climática.
Em um momento em que a proteção ambiental se torna cada vez mais urgente, a união da sociedade civil é fundamental. Projetos que visam a preservação do meio ambiente e a promoção da justiça social precisam de apoio e mobilização. A participação ativa da população pode fazer a diferença na luta por um futuro mais sustentável e igualitário.

Em maio de 2025, o Brasil enfrentou chuvas dentro da média no Norte e Nordeste, mas registrou secas extremas no Centro-Oeste e Sudeste, com temperaturas mínimas abaixo de 1°C e até neve no Sul. Eventos climáticos severos impactam a agricultura e a população.

Secas recordes entre 2023 e 2025 causaram danos sem precedentes em diversas regiões, incluindo a Amazônia, afetando economias e ecossistemas globalmente, segundo relatório da UNCCD. O fenômeno El Niño e a mudança climática intensificaram os efeitos da seca, resultando em perdas significativas no comércio internacional e impactos severos na fauna e flora.

Calor extremo se aproxima do Brasil, aumentando o risco de incêndios na Amazônia e no Pantanal. O governo cria sala de crise para monitorar queimadas e reforçar punições a crimes ambientais.

Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA, iniciou um treinamento para mil ativistas ambientais no Brasil, elogiando o país como potencial líder em questões climáticas. Ele destaca a matriz energética renovável e a diplomacia do governo Lula.

A Carbon2Nature Brasil e a Biomas investem R$ 55 milhões no Projeto Muçununga, que restaurará 1,2 mil hectares de Mata Atlântica na Bahia, gerando 525 mil créditos de carbono em 40 anos. A iniciativa, que envolve o plantio de quase 2 milhões de mudas nativas, promete recuperar a biodiversidade e impulsionar a economia local com a criação de 80 empregos diretos.

Pesquisa da Embratur revela que 77% dos gestores do setor turístico veem potencial do Brasil em turismo sustentável, com 81% considerando isso prioridade estratégica. Desafios incluem falta de investimento e conscientização.