Impacto Social

Medo da escassez: como romper com dinâmicas que limitam nosso potencial e bem-estar

O medo da escassez afeta muitos, especialmente os que romperam ciclos de pobreza. É crucial reconhecer esse medo e transformá-lo em movimento consciente, priorizando o autocuidado e reavaliando relações.

Atualizado em
June 8, 2025
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O medo da escassez é uma realidade que afeta muitas pessoas, especialmente aquelas que romperam ciclos de pobreza e violência. Esse sentimento, muitas vezes disfarçado de prudência ou gratidão, pode levar a escolhas prejudiciais. Aqueles que se tornam os "primeiros" em suas famílias a alcançar conquistas significativas, como a conclusão de um curso superior ou a ascensão a cargos de liderança, sentem uma pressão intensa para não falhar e não retroceder.

Esse medo pode resultar em decisões que não são benéficas, como aceitar empregos mal remunerados, contratos injustos ou relações tóxicas. A lógica da escassez molda comportamentos sem que as pessoas percebam, levando à confusão entre resiliência e conformismo. Muitas vezes, as pessoas se sentem obrigadas a agradecer por situações que as machucam, silenciando suas necessidades e reivindicações.

Reconhecer a existência desse medo é fundamental. Ignorá-lo não é uma opção viável. É necessário aprender a atravessar esse sentimento, permitindo que ele não direcione a vida. O movimento consciente, que envolve observar, aprender e reconfigurar, é um antídoto eficaz. Esse tipo de movimento ajuda a identificar oportunidades e a filtrar excessos que podem obscurecer a visão do que realmente importa.

Reavaliar relações e condições de trabalho é essencial para promover o autocuidado. Recusar relacionamentos que reproduzem violências emocionais e negociar melhores condições de trabalho são atos de autorrespeito. Revisar as regras internas de merecimento é urgente, e é necessário estabelecer um novo contrato consigo mesmo, que inclua a cláusula de não aceitar menos do que se merece.

A escassez é uma realidade, especialmente em contextos de desigualdade, como o Brasil. No entanto, a escassez mais prejudicial é aquela que se instala internamente, limitando a visão das próprias capacidades. O ato de recusar o que diminui é um passo importante para romper com o ciclo do medo e confiar na capacidade de recomeçar, mesmo diante das dificuldades.

Nossa união pode ser um fator transformador em situações de vulnerabilidade. Ao apoiar iniciativas que promovem o autocuidado e a reavaliação de relações, podemos contribuir para um ambiente mais saudável e justo. Projetos que visam ajudar aqueles que enfrentam o medo da escassez merecem nosso apoio e atenção.

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