Médicos do Hospital das Clínicas de São Paulo inovaram ao usar membrana amniótica como curativo para queimaduras, com recomendação do SUS para adoção em hospitais, aguardando regulamentação. Essa técnica, que acelera a cicatrização e reduz a dor, pode aumentar em até quatro vezes os estoques disponíveis do material.

Um novo uso para a membrana amniótica, que normalmente é descartada após o parto, foi introduzido no Brasil como um curativo biológico para queimaduras. Médicos do Hospital das Clínicas de São Paulo aplicaram essa membrana em um paciente de 42 anos que sofreu queimaduras devido a uma descarga elétrica. O curativo, que pode durar até 14 dias, apresenta propriedades que aceleram a cicatrização, sendo uma técnica já utilizada em outros países há décadas, mas que até então não tinha regulamentação para uso clínico no Brasil.
A membrana amniótica, localizada na parte interna da placenta, protege o feto contra impactos e infecções. Após o parto, com a autorização da mãe, essa membrana é retirada e armazenada para uso médico. O curativo é fino, flexível e pode ser aplicado em diversas partes do corpo, como mãos e rosto, sem se deslocar. Além de proporcionar uma barreira contra microorganismos, o uso da membrana amniótica também resulta em menos dor para o paciente durante a recuperação.
Após um processo de limpeza e exames, a membrana é acondicionada em embalagens e armazenada em geladeiras. Antes da nova regulamentação, os curativos biológicos eram utilizados apenas em pesquisas. Com a recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do Sistema Único de Saúde (SUS), espera-se que os estoques de membrana amniótica possam ser ampliados em até quatro vezes, beneficiando mais pacientes.
Os médicos aguardam agora que o Ministério da Saúde estabeleça as diretrizes para o uso do curativo, incluindo critérios para doação e os hospitais habilitados para sua retirada e armazenamento. A regulamentação é essencial para garantir que o tratamento esteja disponível de forma segura e eficaz para aqueles que necessitam.
Uma semana após a cirurgia, o paciente, identificado como Leonardo da Silva, relatou que se sente muito melhor e percebeu as vantagens do curativo biológico. Ele ainda precisará passar por mais uma cirurgia, mas já demonstra sinais de recuperação. Essa nova abordagem pode transformar o tratamento de queimaduras no Brasil, oferecendo uma alternativa mais eficaz e menos dolorosa.
Vítimas de queimaduras podem enfrentar longos períodos de recuperação e, com a ampliação do uso da membrana amniótica, a sociedade civil pode se mobilizar para apoiar iniciativas que garantam acesso a esse tratamento inovador. A união em torno dessa causa pode fazer a diferença na vida de muitos que precisam de cuidados especiais.

Uma pesquisa da Escola de Enfermagem da USP revela que, embora 90,1% dos hipertensos afirmem seguir o tratamento, apenas 32,4% realmente o fazem, evidenciando a discrepância entre autorrelato e realidade. A pesquisa, que utilizou questionários e exames de urina, destaca a necessidade de métodos objetivos para avaliar a adesão ao tratamento, crucial para evitar complicações graves da hipertensão.

São Paulo registra primeiro caso de sarampo em vacinado, reforçando a urgência da vacinação. Após o Brasil ser declarado livre do sarampo pela OPAS, novos casos em 2025, incluindo um em um homem vacinado em São Paulo, levantam preocupações sobre a necessidade de manter a vacinação em dia. Além disso, foram confirmados casos no Rio de Janeiro e um importado no Distrito Federal. A vacinação continua sendo a principal estratégia para evitar a reintrodução do vírus e proteger a comunidade.

O programa "O câncer não espera. O GDF também não" já atendeu 198 pacientes oncológicos, reduzindo em 43,6% a fila de espera para oncologia e em 43,8% para radioterapia, além de diminuir os dias de espera.
Ministério da Saúde inaugura Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico em Brasília. A parceria entre SES-DF e Fiocruz visa promover saúde e educação no cultivo de plantas medicinais.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou o programa Agora Tem Especialistas, com 1,7 mil vagas para aprimoramento de médicos e 1 mil novas bolsas de residência multiprofissional, visando melhorar o atendimento no SUS.

A tireoidite de Hashimoto, doença autoimune que causa hipotireoidismo, é frequentemente subdiagnosticada, especialmente em mulheres de 30 a 50 anos. O tratamento com levotiroxina melhora a qualidade de vida.