Saúde e Ciência

Ministério da Justiça propõe canal de denúncias após morte de criança em desafio online

Lilian Melo, do Ministério da Justiça, destaca que 56 crianças morreram no Brasil em um ano devido a desafios online, como o caso de uma menina de 8 anos que inalou desodorante. O ministério propõe um canal de denúncias e um aplicativo para restringir conteúdos inadequados.

Atualizado em
April 14, 2025
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Sarah Raissa Pereira de Castro, de 8 anos, morreu após inalar aerossol — Foto: Reprodução

A discussão sobre os perigos dos desafios online para crianças ganhou nova urgência após a revelação de que cinquenta e seis crianças morreram no Brasil em um ano devido a esses desafios. A secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, Lilian Melo, destacou a necessidade de um canal de denúncias e um aplicativo para restringir o acesso a conteúdos inadequados. O alerta veio após a morte de uma menina de oito anos no Distrito Federal, que inala desodorante aerossol ao participar de um desafio viral.

Durante uma entrevista à GloboNews, Melo enfatizou que o número de mortes de crianças em decorrência de desafios online supera a quantidade de crianças mortas por balas perdidas no Rio de Janeiro entre 2020 e 2024, segundo a ONG Rio de Paz. Ela afirmou: "Isso é crime, tem que ser combatido, não deve existir em lugar nenhum". A tragédia mais recente ilustra os riscos que esses desafios representam para os jovens.

Os parentes da criança falecida relataram que ela participou de um desafio que incentivava crianças e adolescentes a gravar vídeos enquanto realizavam ações perigosas, como inalar desodorante. Especialistas alertam que a inalação de aerossol pode causar sérios danos à saúde, comprometendo a oxigenação dos pulmões. A situação exige uma resposta imediata das autoridades e da sociedade.

O Ministério da Justiça está considerando a criação de um aplicativo que permitirá restringir o acesso de crianças a conteúdos inadequados na internet. Atualmente, a classificação etária dos aplicativos de redes sociais, como TikTok, Instagram e YouTube, é de quatorze anos, o que, segundo Melo, não é suficiente para proteger os jovens. Ela defende que a internet deve ser um ambiente seguro para todas as faixas etárias.

Melo ressaltou que a internet foi desenvolvida por adultos para adultos, e é fundamental que haja um controle adequado sobre o conteúdo acessado pelas crianças. "Nós estamos expondo nossas crianças a este ambiente sem ter controle", afirmou. A criação de um canal de denúncias e um aplicativo para monitorar o acesso a conteúdos perigosos são passos necessários para garantir a segurança dos jovens na rede.

Esse cenário alarmante destaca a importância de iniciativas que visem proteger as crianças de conteúdos nocivos. Projetos que promovam a conscientização e a segurança online devem ser apoiados pela sociedade civil, pois podem fazer a diferença na vida de muitas famílias afetadas por tragédias como essa. A união em torno de causas que busquem a proteção dos jovens é essencial para um futuro mais seguro.

Globo.com
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