Ministério da Saúde estende prazo para propostas do PET-Saúde até 14 de outubro, recebendo 86 inscrições. Novo edital focará em Institutos Federais para inovação em saúde digital.

O Ministério da Saúde prorrogou até segunda-feira, 14 de outubro, às 23h59 (horário de Brasília), o prazo para a submissão de propostas ao Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde: Informação e Saúde Digital). A retificação do edital foi publicada no Diário Oficial da União no dia 8 de outubro. A decisão foi tomada em resposta a solicitações de estudantes, professores e profissionais da saúde, que pediram mais tempo para finalizar suas propostas.
Até a data da prorrogação, o Ministério da Saúde já havia recebido 86 propostas, evidenciando o engajamento das instituições com a transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS). O edital, assinado pela secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, e pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, busca fortalecer a integração entre ensino, serviço e comunidade.
O edital de 2025 ampliou a participação para cursos de graduação em áreas como ciência da computação, engenharia, comunicação, ciência de dados, estatística, administração pública, direito e design, desde que em parceria com cursos da área da saúde e secretarias de saúde municipais, estaduais ou do Distrito Federal. O público-alvo são Instituições de Ensino Superior públicas ou privadas sem fins lucrativos.
As propostas devem ser enviadas por meio de um formulário eletrônico, conforme o modelo disponível no edital. As condições de seleção, publicadas originalmente no Diário Oficial da União em 26 de fevereiro de 2025, permanecem inalteradas. Em breve, será lançado um novo edital voltado especificamente para a Rede de Institutos Federais de Educação Profissional, Ciência e Tecnologia do Ministério da Educação (MEC).
Esse novo edital visa promover a pesquisa e a inovação tecnológica aplicadas à agenda do SUS em informação e saúde digital. A inclusão de diversas áreas de conhecimento no programa reflete a necessidade de uma abordagem multidisciplinar para enfrentar os desafios da saúde digital no Brasil.
Iniciativas como essa são fundamentais para a formação de profissionais qualificados e para a melhoria dos serviços de saúde. A união da sociedade civil pode ser um fator decisivo para apoiar projetos que visem a transformação digital no SUS, garantindo um futuro mais eficiente e acessível para todos.

Desemprego entre jovens brasileiros de 18 a 29 anos é o dobro do registrado entre adultos de 30 a 59 anos, com 38,5% na informalidade. A falta de qualificação e experiência agrava a situação.

IgesDF capacita profissionais sobre direitos sociais de pessoas com autismo. O curso, realizado no Hospital Regional de Santa Maria, aborda legislações e estratégias de atendimento, com novas turmas programadas para abril.

Resultados do Saeb de 2023 revelam que 44,9% dos alunos do 5º ano no Brasil não estão adequadamente alfabetizados, refletindo uma crise educacional que se agrava desde 2017. A situação é alarmante, com quase 1 milhão de crianças enfrentando dificuldades em leitura, o que compromete seu aprendizado em outras disciplinas. A desigualdade racial e socioeconômica se intensifica, perpetuando ciclos de pobreza e exclusão social.

Brasil carece de educação técnica para enfrentar a economia digital, alerta Tatiana Ribeiro. Relatório do Movimento Brasil Competitivo propõe ações urgentes para melhorar a formação profissional e reduzir custos.

A evasão escolar no Brasil continua alarmante, com um em cada três estudantes abandonando o ensino médio, especialmente entre jovens negros e de baixa renda. Dados da PNAD 2024 revelam que a necessidade de trabalhar e a falta de interesse são os principais motivos para essa desistência. A desconexão do currículo com a realidade dos jovens e a repetência agravam o problema, que começa na alfabetização. É urgente implementar soluções integradas, como incentivos e currículos mais relevantes, para garantir a permanência dos alunos na escola.

Ministro da Educação, Camilo Santana, cria grupo de especialistas para garantir transparência dos dados do Saeb e apresenta o Indicador Criança Alfabetizada como novo padrão de alfabetização.