Meio Ambiente

Ministério Público investiga poluição nas represas Billings e Guarapiranga e responsabiliza a Sabesp

MP-SP investiga a Sabesp por poluição nas represas Billings e Guarapiranga, após denúncias de contaminação química e falta de manutenção no esgoto. Moradores reclamam da qualidade da água.

Atualizado em
April 13, 2025
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Margem da represa Billings, em São Paulo Imagem: Uesley Durães/UOL

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) iniciou uma investigação para determinar a responsabilidade da Sabesp pela poluição nas represas Billings e Guarapiranga. Moradores da região relatam problemas com a qualidade da água, incluindo odor desagradável e falta de manutenção no sistema de esgoto. A Sabesp, por sua vez, afirma que não é a única responsável pela revitalização dos corpos hídricos e que já prestou esclarecimentos ao MP.

O inquérito civil foi instaurado após denúncias de contaminação por substâncias químicas e radioativas acima dos limites legais. A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) e a vereadora Renata Falzoni (PSB) levaram o caso ao MP, destacando a falta de manutenção da Sabesp nas áreas ao redor das represas. A empresa nega as acusações e informa que está investindo R$ 70 bilhões em melhorias no sistema de esgoto até 2029.

O MP-SP está apurando as denúncias e convocou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) e o Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua) para esclarecer a situação. A falta de transparência na divulgação dos dados de qualidade da água também é uma preocupação levantada pelos moradores. A investigação busca identificar as causas da poluição e as responsabilidades do governo e da Sabesp.

A professora Marta Marcondes, coordenadora do Projeto Índice de Poluentes Hídricos, confirma que a poluição nas represas é um problema crônico e que a Sabesp deve fiscalizar e discutir soluções com especialistas. Moradores relatam que a água das torneiras apresenta coloração estranha e odor forte, especialmente após chuvas intensas que afetam o sistema hídrico local.

Além das reclamações sobre a qualidade da água, pescadores e moradores da região expressam preocupações sobre a saúde pública e o impacto econômico da poluição. A urbanização desordenada e a falta de manutenção dos esgotos são apontadas como causas principais da degradação ambiental. A situação é alarmante, com relatos de esgoto bruto sendo despejado diretamente nas represas.

As autoridades locais e a Sabesp precisam agir rapidamente para resolver esses problemas. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a recuperação das represas e a melhoria da qualidade da água. Projetos que promovam a conscientização e a preservação ambiental são essenciais para garantir um futuro mais saudável para a comunidade.

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