Impacto Social

Ministra Luciana Santos anuncia seleção de 50 startups femininas para o programa Mulheres Inovadoras

No Web Summit Rio, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou a seleção de cinquenta startups femininas para o programa Mulheres Inovadoras, com prêmios de até R$ 100 mil. O foco é capacitar e aumentar a competitividade no setor tecnológico, enquanto o déficit de profissionais de TI pode chegar a quinhentos mil até 2030.

Atualizado em
April 28, 2025
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Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, durante abertura do Web Summit Rio — Foto: Lucas Tavares/O Globo

O governo brasileiro, por meio da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou no Web Summit Rio a seleção de cinquenta startups lideradas por mulheres para a próxima edição do programa Mulheres Inovadoras. Cada região do país terá dez startups selecionadas, divididas em dois grupos: um para negócios em estágio inicial e outro para startups mais avançadas. O programa, que já está em sua sexta edição, oferecerá prêmios de até R$ 100 mil para a primeira colocada em cada região e R$ 51 mil para as demais.

A ministra destacou que a edição anterior do programa selecionou trinta empresas e que haverá uma pontuação diferenciada para startups de mulheres pretas, pardas e indígenas. Durante o evento, as cinco primeiras colocadas da quinta edição, que contou com duzentas e oitenta e sete inscrições, receberam suas premiações. Luciana Santos enfatizou a importância da capacitação e do reconhecimento das mulheres no setor de tecnologia para promover a competitividade nacional.

Além do programa Mulheres Inovadoras, a ministra mencionou ações do governo para formar profissionais na área de tecnologia, como o programa Hackers do Bem. Contudo, ela alertou que o déficit de mão de obra em tecnologia da informação (TI) pode chegar a quinhentos mil profissionais até dois mil e trinta. A ministra ressaltou a necessidade de alinhar a formação acadêmica às demandas do mercado, especialmente nas áreas de engenharia da computação e análise de dados.

Luciana Santos também comentou sobre o projeto Rio AI City, que visa descentralizar data centers no Brasil, destacando a importância da sustentabilidade. A ministra explicou que a descentralização é necessária, pois data centers consomem grandes quantidades de água e energia. O Brasil, com noventa por cento de sua matriz elétrica proveniente de fontes renováveis, possui um diferencial competitivo nesse aspecto.

Em relação ao desenvolvimento de modelos de linguagem em inteligência artificial (IA), a ministra afirmou que o governo está considerando a combinação de diferentes modelos existentes em português, ao invés de criar um único modelo. Ela mencionou que o Brasil conta com onze centros de competência em IA, com algumas iniciativas em desenvolvimento, como Sabiá, Amazônia e SoberanIA, que respeitam a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Essas iniciativas do governo são fundamentais para promover a inclusão e a inovação no Brasil. A união da sociedade civil pode ser um grande impulso para apoiar projetos que visam a capacitação e o empreendedorismo feminino, criando um ambiente mais justo e igualitário para todos. Mobilizar recursos para essas causas pode fazer a diferença na vida de muitas mulheres empreendedoras e na formação de profissionais qualificados na área de tecnologia.

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