Meio Ambiente

Moradores da Vila Buarque lutam para preservar árvore de quase 70 anos em meio a polêmica sobre derrubada

Moradores do edifício Três Américas, em São Paulo, lutam contra a derrubada de uma Ficus elastica de quase 70 anos, cuja autorização já venceu. A mobilização levou à suspensão da remoção, com o Ministério Público prometendo uma análise técnica antes de qualquer decisão final. A árvore, considerada patrimônio ambiental, gera polêmica entre os condôminos, divididos entre os que desejam mantê-la e os que defendem sua remoção por riscos à segurança.

Atualizado em
April 22, 2025
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A decisão a respeito do corte de uma árvore que fica no edifício Três Américas, na Vila Buarque, tem causado polêmica - Danilo Verpa/Folhapress

Moradores do edifício Três Américas, localizado na Vila Buarque, em São Paulo, estão mobilizados para impedir a derrubada de uma Ficus elastica com quase setenta anos. A árvore, que proporciona sombra e beleza à praça, teve sua remoção autorizada pela prefeitura em 2024, mas essa autorização já expirou. A disputa entre os moradores que desejam preservar a árvore e aqueles que apoiam sua remoção tem gerado intensos debates.

Recentemente, a tentativa de corte da árvore, programada para o dia seis de abril, foi interrompida pela ação dos moradores. Eles questionaram a ausência de um representante da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) durante a operação, alegando que isso representava um risco à segurança da população. Desde então, o Coletivo Ambiental Vila Buarque tem se reunido com a Subprefeitura da Sé, onde foi informado que a autorização para a derrubada poderia ser cancelada.

A síndica do edifício, Vládia Cavalcante, afirmou que não houve comunicação oficial da administração condominial sobre a situação. A Subprefeitura confirmou que a autorização de supressão está vencida. O morador Rafael Alves destacou que a praça Rotary, onde a Ficus elastica está situada, é considerada patrimônio ambiental desde mil novecentos e oitenta e nove, o que reforça a necessidade de proteção da árvore.

O deputado Nabil Bonduki, vereador da cidade, também se manifestou sobre o assunto, ressaltando que a autorização para a derrubada foi baseada em uma análise superficial, sem um laudo técnico mais detalhado. Ele enfatizou que, embora a segurança seja prioridade, o manejo da árvore deve ser considerado, em vez da remoção total.

Em dois mil e quatorze, um galho da Ficus causou um acidente fatal, o que levanta preocupações sobre a segurança. A síndica, no entanto, argumenta que a árvore é uma espécie invasora e imprópria para ambientes urbanos, e que a remoção é a melhor solução. Ela mencionou que os condôminos planejam plantar uma nova árvore no mesmo local, caso a remoção seja confirmada.

Após denúncias ao Ministério Público de São Paulo, uma reunião foi realizada entre membros do coletivo e o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Fernando Cesar Bolque. O promotor garantiu que a remoção da árvore será suspensa até que uma análise técnica seja realizada. A Secretaria Municipal das Subprefeituras confirmou que o processo de remoção está sendo revisado. Nessa situação, a união da comunidade pode ser fundamental para garantir a preservação do patrimônio ambiental e promover ações que valorizem a natureza local.

Folha de São Paulo
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