Moradores da Vila da Barca protestam contra a construção de uma estação de esgoto que, segundo eles, beneficiará apenas áreas nobres de Belém, enquanto a comunidade permanece sem saneamento. A obra, parte das preparações para a COP30, gerou descontentamento e ações judiciais.

Moradores da Vila da Barca, uma das maiores comunidades de palafitas de Belém, estão em protesto contra a construção de uma estação elevatória de esgoto. A obra, que faz parte das preparações para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), é vista como um benefício apenas para bairros nobres da cidade, enquanto a comunidade local permanece sem acesso a saneamento básico. A construção, orçada em R$ 25 milhões, visa bombear esgoto de áreas baixas para a estação de tratamento do Una.
A estação elevatória está sendo erguida na Passagem Praiana, na entrada da comunidade, em um terreno que foi expropriado de uma antiga empresa de navegação. Moradores afirmam que foram surpreendidos pela obra, que começou a ser cercada com tapumes em outubro do ano passado. A educadora Susane Barreirinhas, líder comunitária, expressou a indignação da população: "Vai construir aqui, mas para os outros. A gente vai continuar jogando esgoto no rio sem ser beneficiado."
Além da falta de benefícios diretos, a comunidade também se preocupa com o odor que a obra pode gerar. Durante uma audiência pública, uma representante do governo admitiu que a construção poderia causar um "odor de gás" no dia a dia. A professora Inêz Medeiros, ex-presidente da associação de moradores, destacou que a área das palafitas não está incluída no projeto, que se concentra na avenida principal.
A associação de moradores já entrou com uma ação judicial para tentar barrar a obra, alegando falta de diálogo com o governo. "Eles seguem mexendo, de forma discreta. Não há interesse em dialogar com a comunidade", afirmou Medeiros. A previsão de término da obra é para agosto, mas a insatisfação dos moradores continua crescendo.
O governo do Pará defende a obra como um legado da COP30, afirmando que ela beneficiará bairros da Bacia Hidrográfica do Una, incluindo a Vila da Barca. No entanto, os moradores rebatem que o projeto não atende suas necessidades, pois não inclui a infraestrutura necessária para as casas sobre palafitas, onde a situação de saneamento é mais crítica.
Nessa situação, a união da sociedade civil pode fazer a diferença. Projetos que visem melhorar a infraestrutura e o acesso ao saneamento na Vila da Barca são essenciais para garantir dignidade e qualidade de vida aos seus moradores. É fundamental que a comunidade receba o apoio necessário para que suas vozes sejam ouvidas e suas necessidades atendidas.

A Justiça Federal confirmou a legitimidade do território quilombola de Mesquita, em Goiás, e ordenou ao Incra a demarcação em 12 meses, após redução em 2018 que favoreceu interesses privados.

A Defesa Civil de São Paulo alerta para temporais e queda brusca de temperatura a partir de segunda-feira (23), com mínimas podendo atingir 2°C. Abrigos para pessoas em situação de rua serão montados.

O povo Waimiri Atroari, após séculos de pressão territorial, agora fiscaliza a construção do linhão de Tucuruí, buscando mitigar impactos em seu território, um modelo inédito na Amazônia. A participação ativa dos kinjas na fiscalização representa uma mudança significativa na abordagem de grandes empreendimentos na região.

Uma operação do Ibama e Força Nacional apreendeu 202 kg de agrotóxicos contrabandeados na Terra Indígena Guyraroka, resultando em multas de R$ 875 mil e investigação criminal. A ação visa proteger os direitos indígenas e combater crimes ambientais na região.

O governo federal iniciou uma operação de 90 dias para erradicar o garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no Pará, com destruição de acampamentos e apreensões de materiais. A ação, determinada pelo STF, visa proteger o território do povo Mebêngôkre, que enfrenta devastação ambiental.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que proíbe testes em animais para cosméticos, promovendo inovações sustentáveis e nanotecnologia no Brasil. A medida é celebrada por ativistas e cientistas, refletindo avanços éticos e ambientais na indústria.