A ampliação do território indígena Jaraguá para 532 hectares foi celebrada pelos guarani mbya, marcando uma vitória histórica na luta por direitos territoriais e preservação ambiental. O pacto de gestão compartilhada com o Parque Estadual do Jaraguá, firmado entre a comunidade, a Funai e o Governo de São Paulo, garante a proteção do meio ambiente e o manejo sustentável dos recursos naturais. A cerimônia contou com a presença de autoridades e lideranças indígenas, destacando a importância da preservação e do respeito às tradições.

Os cânticos tradicionais do povo guarani mbya ecoaram em celebração na quinta-feira, 8 de maio, marcando uma conquista significativa: a ampliação do território indígena Jaraguá, localizado no noroeste de São Paulo. Originalmente homologado em 1978, o território contava com apenas 1,7 hectare, uma área considerada insuficiente para a comunidade. Com a nova demarcação, o espaço agora se estende para 532 hectares, com 58% dessa área sobreposta ao Parque Estadual do Jaraguá, em um modelo de gestão compartilhada.
O acordo histórico foi firmado entre a comunidade guarani mbya, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Governo de São Paulo, com a mediação do Ministério Público Federal (MPF). O pacto estabelece compromissos mútuos para a preservação ambiental e o manejo sustentável dos recursos naturais, incluindo o direito à livre circulação dos indígenas na área e a proibição da caça.
O plano de gestão inclui a recuperação de nascentes e o uso sustentável de recursos como bambu, cascas e sementes. O governo estadual também dará continuidade ao programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Guardiões da Floresta, que já existe na região, capacitando indígenas como monitores e brigadistas ambientais. Atualmente, Jaraguá abriga sete aldeias, e antes da ampliação, apenas uma delas estava em território homologado.
Nos últimos 20 anos, a população indígena na área cresceu seis vezes, somando cerca de 780 pessoas em mais de 350 famílias, conforme informações de lideranças locais. A cerimônia de celebração contou com a presença da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e representantes de diversas esferas do governo e de entidades de direitos humanos.
Rodrigo Levkovicz, diretor executivo da Fundação Florestal, ressaltou que a União se comprometeu a melhorar as áreas de moradia, enquanto outras atividades, como coleta de sementes e agrofloresta, permanecerão sob a responsabilidade do estado. Ele enfatizou que a sobreposição entre o território indígena e o parque estadual deve ser vista como um uso compartilhado, beneficiando tanto a comunidade quanto a conservação ambiental.
A liderança indígena Jandira Para Mirim destacou a importância da luta histórica de seus antepassados e a celebração da nova geração. Ela mencionou que sua avó foi uma das líderes que negociou a demarcação. A conquista é vista como resultado de resistência e espiritualidade, unindo passado e presente. Em um momento como este, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a preservação e o fortalecimento das comunidades indígenas.

Em agosto de 2024, a onça-pintada Miranda foi resgatada após três dias em uma manilha durante incêndios no Pantanal, apresentando queimaduras graves. Após 43 dias de tratamento, ela foi reintegrada à natureza e meses depois deu à luz seu primeiro filhote, sendo monitorada pela ONG Onçafari. A equipe de resgate homenageou a onça com o nome da cidade onde foi encontrada, e a recuperação dela simboliza esperança para a fauna local.

O povo Waimiri Atroari, após séculos de pressão territorial, agora fiscaliza a construção do linhão de Tucuruí, buscando mitigar impactos em seu território, um modelo inédito na Amazônia. A participação ativa dos kinjas na fiscalização representa uma mudança significativa na abordagem de grandes empreendimentos na região.

A empresa X anunciou a data de lançamento e os preços de sua nova linha de produtos sustentáveis, em parceria com a ONG Y para iniciativas de preservação ambiental. A expectativa é de impacto positivo na redução da pegada de carbono.

O Ministério Público Federal (MPF) no Pará pediu a anulação de um contrato de R$ 1 bilhão para a venda de créditos de carbono, alegando irregularidades e falta de consulta a comunidades tradicionais. O governo do Pará, sob Helder Barbalho, enfrenta ação judicial por vender créditos sem consulta adequada, podendo resultar em R$ 200 milhões em danos morais coletivos. A COP30 em Belém intensifica a pressão sobre comunidades locais.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) iniciou uma oficina para o Programa Amazônia Azul, focando na economia sustentável das regiões costeiras do Brasil. O evento, que ocorre até quinta-feira, visa beneficiar comunidades vulneráveis e promover inclusão social, alinhando-se à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). A iniciativa busca integrar ações de desenvolvimento econômico com a preservação ambiental, priorizando áreas críticas e com potencial produtivo.

Após cinco anos do Marco do Saneamento, 363 municípios brasileiros ainda operam com contratos irregulares, deixando 16,9% da população sem água potável e 44,8% sem esgoto. O Instituto Trata Brasil alerta para a necessidade urgente de investimentos.