Meio Ambiente

"Municípios devem criar Coordenadorias de Proteção e Defesa Civil para enfrentar desastres climáticos"

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil lançou um guia para a criação de Coordenadorias Municipais, visando aprimorar a gestão de riscos e salvar vidas em desastres naturais. A iniciativa destaca a importância de diagnósticos locais e articulação entre instituições para respostas mais eficazes.

Atualizado em
July 9, 2025
Clock Icon
3
min

Com o aumento dos desastres naturais no Brasil, a criação de Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil (Compdec) se torna essencial para salvar vidas e melhorar a resposta a emergências. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) elaborou um guia prático para auxiliar os gestores locais nesse processo. O primeiro passo é realizar um diagnóstico da realidade do município, analisando o histórico de desastres e as vulnerabilidades da região.

O levantamento de dados deve incluir informações da Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade) e do Atlas Digital de Desastres no Brasil. É fundamental identificar as principais ameaças, o perfil territorial e a estrutura administrativa do município, além dos recursos disponíveis para ações de prevenção e resposta. A articulação com outras instituições, como Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, também é crucial para o sucesso da Compdec.

Os instrumentos iniciais da Compdec podem incluir planos de contingência, sistemas de alerta precoce e canais de comunicação com a população. A partir do diagnóstico, será possível definir a equipe necessária e os recursos tecnológicos para garantir o funcionamento da Defesa Civil municipal. Municípios de médio e grande porte devem ter uma estrutura mais robusta, enquanto cidades menores podem operar com uma equipe mais enxuta, mas sempre com forte articulação com órgãos estaduais.

A diretora de Articulação e Gestão da Sedec, Juliana Moretti, enfatiza a urgência de fortalecer a Defesa Civil diante das mudanças climáticas. Ela afirma que “a criação e o fortalecimento das Compdecs e dos Nupdecs são ações estratégicas dos gestores locais”, destacando que essas iniciativas salvam vidas e promovem resiliência nas comunidades. Além de atuar em crises, a Defesa Civil deve priorizar ações preventivas, como mapeamento de áreas de risco e campanhas de conscientização.

A criação da Compdec é um passo importante para consolidar a cultura de prevenção no Brasil, preparando os municípios para os desafios ambientais atuais e futuros. A implementação dessas coordenadorias pode ser um divisor de águas na gestão de riscos, garantindo respostas mais rápidas e eficazes em situações de emergência.

Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos a se prepararem melhor para desastres, promovendo ações que fortaleçam a comunidade e a capacidade de resposta a emergências. Projetos que visem a prevenção e a conscientização são essenciais para construir um futuro mais seguro e resiliente.

Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
Quero ajudar

Leia mais

Balanço Ético Global é apresentado como pilar central para a COP30 e a luta contra a crise climática
Meio Ambiente
Clock Icon
4
min
Balanço Ético Global é apresentado como pilar central para a COP30 e a luta contra a crise climática
News Card

O governo brasileiro e a ONU lançam o Balanço Ético Global (BEG) para integrar ética nas discussões sobre mudanças climáticas. A ministra Marina Silva e Ana Toni destacam a inclusão de vozes indígenas e a urgência de ações éticas.

Mudanças climáticas pressionam empresas a repensar comunicação e estratégias de ESG na COP30
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Mudanças climáticas pressionam empresas a repensar comunicação e estratégias de ESG na COP30
News Card

No painel da 9ª edição do Aberje Trends, especialistas discutiram os desafios da comunicação corporativa em ESG, abordando greenwashing e greenhushing, e a influência da COP30 nas estratégias das empresas.

Governo de Goiás intensifica ações emergenciais após críticas à empresa do Aterro Ouro Verde
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Governo de Goiás intensifica ações emergenciais após críticas à empresa do Aterro Ouro Verde
News Card

A secretária de Meio Ambiente de Goiás, Andréa Vulcanis, criticou a empresa do Aterro Ouro Verde por sua inação em meio a problemas ambientais graves, enquanto o governo realiza ações emergenciais. Durante visita ao local, Vulcanis destacou que o governo está desobstruindo o rio e fornecendo água às comunidades afetadas. A empresa será responsabilizada por danos significativos, incluindo contaminação do solo e perdas agrícolas.

Abrolhos enfrenta desafios críticos na proteção de seus habitats marinhos e biodiversidade ameaçada
Meio Ambiente
Clock Icon
4
min
Abrolhos enfrenta desafios críticos na proteção de seus habitats marinhos e biodiversidade ameaçada
News Card

Estudo revela que 96% dos bancos de rodolitos em Abrolhos estão desprotegidos, ameaçando a biodiversidade marinha. O Brasil precisa avançar na proteção de áreas marinhas, com apenas 26% de seu território protegido.

Ibama lança operação para combater uso ilegal da fauna silvestre durante festival folclórico em Parintins
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Ibama lança operação para combater uso ilegal da fauna silvestre durante festival folclórico em Parintins
News Card

Ibama realiza operação em Parintins para combater uso ilegal de fauna silvestre em artesanatos durante festival folclórico, promovendo a conscientização e a preservação ambiental. A ação visa garantir um evento seguro e sustentável.

Cânion Peruaçu é reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco e revela rica biodiversidade e história
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Cânion Peruaçu é reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco e revela rica biodiversidade e história
News Card

O Cânion Peruaçu, em Minas Gerais, foi reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, sendo o primeiro sítio arqueológico mineiro a receber tal título. A decisão, anunciada em Paris, destaca a rica biodiversidade e os 114 sítios arqueológicos da região, com vestígios de até 12 mil anos. O reconhecimento deve impulsionar o turismo e a economia local, resultado de esforços conjuntos dos governos federal e estadual.