Em Alagoas, a reintrodução de 20 papagaios-chauá e do mutum-de-alagoas visa restaurar a fauna da Mata Atlântica, com a comunidade local atuando como guardiã da biodiversidade. O projeto, apoiado pela FAPESP, já protegeu mais de cinco mil hectares e promoveu a conscientização ambiental.

Em janeiro de 2025, a reintrodução de 20 papagaios-chauá (Amazona rhodocorytha), extintos em Alagoas, teve início em uma reserva florestal de mil hectares localizada em Coruripe, a 86,5 quilômetros de Maceió. O projeto, que visa restaurar a fauna original da Mata Atlântica, também planeja incluir outras espécies, como o mutum-de-alagoas (Pauxi mitu), jabutis e macucos (Tinamus solitarius). A iniciativa é parte do projeto ARCA, apoiado pela FAPESP, e busca restaurar a funcionalidade do ecossistema local.
Durante o Fórum Brasil-França sobre Florestas, Biodiversidade e Sociedades Humanas, realizado em junho em Paris, foram apresentados alguns resultados do projeto. Luís Fábio Silveira, vice-diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do projeto, destacou a importância da área, que abriga a maior quantidade de pau-brasil (Paubrasilia echinata) nativo fora do sul da Bahia. Ele mencionou que a reconexão florestal é um desafio que requer tempo e esforço, enquanto a preservação da floresta é uma necessidade urgente.
Os pesquisadores estão soltando aves e jabutis criados em cativeiro para promover a dispersão de sementes e garantir a sobrevivência da floresta. Silveira afirmou que a área servirá como modelo para replicar a iniciativa em outros fragmentos da Mata Atlântica. A transformação da área em reserva florestal envolveu negociações com o Ministério Público e organizações não governamentais (ONGs), além de proprietários de terras, que são, em sua maioria, usinas de açúcar e álcool.
Para facilitar a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), os pesquisadores conseguiram isentar os proprietários das taxas de registro em cartório. Essa estratégia permitiu a criação de mais de cinco mil hectares de Mata Atlântica protegida em Alagoas, garantindo a preservação de 80% das espécies endêmicas e ameaçadas da região. O mutum-de-alagoas, uma das aves reintroduzidas, foi escolhido por necessitar de grandes áreas florestais para sobreviver.
A reintrodução do mutum-de-alagoas, que estava extinto na natureza há 40 anos, causou grande comoção pública, resultando na criação de blocos carnavalescos e corridas em homenagem à ave. A mesma empolgação está sendo observada com o retorno do papagaio-chauá, que está se tornando parte do cotidiano da população local. Silveira ressaltou que o envolvimento da comunidade é crucial, pois agora os moradores se tornam guardiões da fauna reintroduzida, preferindo ver os animais na natureza em vez de mantê-los em casa.
Com a reintrodução das aves, a natureza começa a se reestabelecer, e os sons dos papagaios voltam a ecoar na floresta. A comunidade tem enviado vídeos monitorando os animais, mostrando o impacto positivo da iniciativa. Projetos como esse, que visam a preservação da biodiversidade e a restauração de ecossistemas, merecem o apoio da sociedade civil, pois a união pode fazer a diferença na proteção da fauna e flora locais.

Instituto Brasília Ambiental e ONG Jaguaracambé realizam expedições para monitorar carnívoros ameaçados. Em abril, o Instituto Brasília Ambiental, em parceria com a ONG Jaguaracambé, iniciou expedições na APA Cafuringa para monitorar carnívoros, com foco em espécies como lobo-guará e jaguatirica. O projeto, que completa dez anos em 2024, visa coletar amostras biológicas para análise de saúde e conservação da fauna no Distrito Federal. Um novo Acordo de Cooperação Técnica foi firmado para fortalecer a pesquisa e manejo de fauna, destacando a importância do monitoramento para políticas públicas ambientais.

Tapetes de Corpus Christi no Santuário Cristo Redentor foram feitos com tampinhas de garrafa trituradas, promovendo sustentabilidade e celebrando a década da Carta Encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco. A iniciativa, liderada pelo Consórcio Cristo Sustentável, envolveu cerca de 400 quilos de tampinhas coletadas por voluntários, unindo fé, arte e consciência ambiental.

Reunião sobre altos custos de hospedagem da COP30 em Belém foi cancelada, evidenciando crise na infraestrutura hoteleira. Medidas rigorosas visam conter a especulação de preços, enquanto novas opções de estadia são oferecidas.

Um novo trecho do muro na fronteira EUA-México, planejado pelo governo Trump, ameaça corredores de vida selvagem no Arizona, colocando em risco espécies como onças-pintadas e ursos. O Centro para Diversidade Biológica alerta que a construção bloqueará habitats críticos, podendo causar danos irreversíveis ao ecossistema local.

Em 2024, o Brasil enfrentou a pior temporada de incêndios florestais em setenta anos, com 66% da perda de florestas primárias atribuída ao fogo, superando a agropecuária. A devastação ameaça o clima e a vida de milhões.

Estudo revela que microplásticos, antes considerados inofensivos ao cérebro, estão associados a um aumento de doenças crônicas em áreas costeiras. Pesquisadores alertam para os riscos à saúde pública.