Mural de David Wojnarowicz, criado em 1985, foi descoberto em 2023, mas agora está novamente coberto por drywall, levantando preocupações sobre sua preservação e acesso à arte socialmente engajada.

Em mil novecentos e oitenta e cinco, David Wojnarowicz e um grupo de artistas de Nova York viajaram a Louisville, Kentucky, para criar murais como parte de um evento beneficente. Eles acreditavam que suas obras seriam destruídas após a exposição. No entanto, em dois mil e vinte e três, a Fundação Wojnarowicz foi informada de que o mural intitulado Missing Children Show Mural nunca foi destruído, mas apenas coberto por uma parede falsa. Agora, quarenta anos depois, a obra foi coberta novamente durante reformas.
O mural, localizado no antigo prédio da Kentucky Lithography Co., apresenta imagens icônicas de Wojnarowicz, como uma vaca com a língua de fora e uma casa dividida ao meio. Segundo Wendy Olsoff, cofundadora da galeria P·P·O·W, que representa o espólio do artista, essas imagens refletem a biografia pessoal de Wojnarowicz e seu compromisso com a justiça social. O mural foi criado para um evento que arrecadou fundos para o Kentucky Child Victims’ Trust Fund, que apoia a prevenção de abuso infantil.
O mural abrange duas paredes e inclui três cenas distintas. Além das imagens, Wojnarowicz também criou uma instalação que complementava a obra, com objetos simbólicos como um urso de pelúcia e um esqueleto amarelo. A expectativa na época era de que as obras fossem destruídas após a locação do espaço, o que levou a Fundação a acreditar que o mural havia sido perdido para sempre.
Dois anos atrás, a fundação recebeu uma mensagem de Moseley “Mose” Putney, um arquiteto local que estava liderando as reformas no prédio. Ele informou que havia uma pintura atrás de uma parede e tomou medidas para protegê-la durante a demolição. Putney, que havia visto a exposição em mil novecentos e oitenta e cinco, reconheceu imediatamente a obra de Wojnarowicz como a última sobrevivente dos murais criados por seis artistas.
Em julho de dois mil e vinte e dois, a Zyyo, uma empresa de desenvolvimento imobiliário de Nova York, adquiriu o prédio e iniciou reformas para transformá-lo em uma academia. Em março de dois mil e vinte e três, a Zyyo redescobriu o mural, mas, em um movimento recente, reinstalou drywall em frente à obra, acreditando que isso protegeria o mural durante as reformas. A comunicação entre a Fundação e a Zyyo tem sido confusa, com respostas variando entre entusiasmo pela preservação e desinteresse em discutir a exibição da obra.
A Fundação Wojnarowicz acredita que a exibição do mural é crucial para a análise da carreira do artista e para a preservação de sua mensagem social. A falta de visibilidade de uma obra tão significativa representa uma perda inestimável. Em tempos de desafios sociais, é fundamental que a sociedade se una para apoiar iniciativas que promovam a justiça social e a preservação da arte. A união em torno de causas como essa pode fazer a diferença na luta por um mundo mais justo e solidário.

Ministros do STF decidirão se o INSS deve pagar benefícios a mulheres afastadas do trabalho por violência doméstica, com impacto nas políticas de proteção. O julgamento pode redefinir a natureza do benefício e sua competência judicial.

O Pará se destaca como líder em investimentos sociais na Amazônia Legal, recebendo 59% dos recursos em 2023, com foco em emancipação de comunidades e propostas do CEBDS para maximizar impactos.

Pesquisadores da USP criaram um biossensor portátil e sustentável que detecta o vírus da covid-19 com 95% de precisão, utilizando materiais reciclados e sem necessidade de infraestrutura laboratorial. O dispositivo, que custa apenas 20 centavos de dólar, promete democratizar diagnósticos acessíveis e pode ser adaptado para outros vírus, como a influenza.

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O Ministério da Saúde inaugurou duas novas Unidades Básicas de Saúde Indígena no Território Indígena do Xingu, em Mato Grosso, e entregou sistemas de abastecimento de água, beneficiando milhares de indígenas. As UBSIs, localizadas em Sobradinho e Ilha Grande, representam um avanço significativo na saúde primária e no acesso à água potável, com investimentos totais de R$ 10,4 milhões.

Nei Lopes, aos 83 anos, lançou o "Dicionário de direitos humanos e afins" na Flip 2025, criticando a atual lógica do carnaval e destacando a importância da convivência comunitária. Ele também trabalha em uma autobiografia e uma obra sobre religiões afro-americanas.