Socioambiental

Museu da Pessoa lança projeto sobre mudanças climáticas e histórias de vidas afetadas por enchentes

O Museu da Pessoa lança o projeto "Vidas, Vozes e Saberes em um Mundo em Chamas", com curadoria de Ailton Krenak, abordando o impacto das mudanças climáticas em narrativas de enchentes e povos originários. A iniciativa visa destacar as vozes afetadas e conta com apoio do Ministério da Cultura e da Petrobras.

Atualizado em
May 16, 2025
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Ailton Krenak toma posse como membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) - Mauro Pimentel /AFP

O Museu da Pessoa lançou um novo projeto intitulado "Vidas, Vozes e Saberes em um Mundo em Chamas", que aborda o impacto das mudanças climáticas sobre a vida humana. A iniciativa, que começa nesta sexta-feira, dia 16, inclui exposições online focadas nas experiências de pessoas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul e de povos originários de regiões que vão do Mato Grosso ao Pará. A curadoria é do renomado escritor e filósofo Ailton Krenak.

O projeto visa dar voz a narrativas de indivíduos que enfrentam as consequências das mudanças climáticas, destacando a importância de suas histórias. O Museu da Pessoa, uma plataforma colaborativa brasileira, já possui um acervo de mais de 20 mil histórias de vida, refletindo a diversidade e a riqueza das experiências humanas. As exposições são uma oportunidade para que o público compreenda melhor os desafios enfrentados por essas comunidades.

Ailton Krenak, colunista da Folha e membro da Academia Brasileira de Letras, traz sua visão crítica e sensível para a curadoria do projeto. Ele é conhecido por sua defesa dos direitos dos povos indígenas e por sua luta contra a degradação ambiental. O apoio do Ministério da Cultura e da Petrobras ao projeto ressalta a relevância social e cultural da iniciativa.

As enchentes no Rio Grande do Sul, que têm se intensificado devido às mudanças climáticas, são um exemplo claro dos desafios que a sociedade enfrenta. As histórias coletadas pelo Museu da Pessoa não apenas documentam essas experiências, mas também promovem uma reflexão sobre a necessidade de ações coletivas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Além das exposições, o projeto busca engajar a sociedade em discussões sobre a preservação ambiental e a valorização das culturas indígenas. Através da arte e da narrativa, espera-se que o público se sinta motivado a participar ativamente na construção de soluções para esses problemas urgentes.

Nesta conjuntura, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar as comunidades afetadas e promover iniciativas que visem a recuperação e a resiliência. Projetos como esse devem ser estimulados, pois podem fazer a diferença na vida de muitos que enfrentam as adversidades trazidas pelas mudanças climáticas.

Folha de São Paulo
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