A Neurogram, healthtech paranaense, captou R$ 17 milhões e visa processar 100.000 exames de EEG até 2025, digitalizando laudos e desenvolvendo IA para monitoramento em UTIs. A inovação promete reduzir o tempo de análise em até 60%.

A neurologia clínica no Brasil enfrenta desafios significativos com a digitalização e armazenamento de laudos de eletroencefalograma (EEG). Atualmente, muitos laudos são enviados por meio de plataformas como Dropbox, armazenados em HDs externos ou em sistemas que não se comunicam entre si. Essa situação não apenas dificulta diagnósticos, mas também encarece a operação e impede a inovação no setor. A startup paranaense Neurogram, fundada por dois neurocientistas, busca resolver esse problema ao centralizar e digitalizar todo o processo do EEG.
A Neurogram, que recentemente captou R$ 17 milhões em uma rodada seed com o fundo Headline, tem como meta processar 100.000 exames até 2025. A empresa já conquistou parcerias com instituições renomadas, como o Instituto Estadual do Cérebro e a Mayo Clinic, e desenvolve inteligência artificial para monitoramento neurológico em UTIs. O investimento permitirá à startup expandir sua equipe técnica e fortalecer sua estrutura de pesquisa e desenvolvimento.
O sistema da Neurogram digitaliza a jornada do EEG, desde a coleta dos sinais cerebrais até o laudo final, garantindo compatibilidade com qualquer equipamento. Isso resulta em uma redução significativa no tempo de análise, que caiu de 23 para 9 minutos, mesmo antes da aplicação de inteligência artificial. A startup opera com um modelo de software como serviço (SaaS), cobrando pelas plataformas e pelos exames laudados, e já processou mais de 50.000 exames.
Além disso, a Neurogram está criando um marketplace de algoritmos, permitindo que pesquisadores publiquem suas próprias soluções na plataforma. O primeiro algoritmo desenvolvido analisa exames de sono, reduzindo o tempo de análise de 40 minutos para apenas 2 minutos. Essa tecnologia já foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está sendo aplicada em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para otimizar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, apenas 1% dos pacientes em UTIs são monitorados neurologicamente. A nova inteligência artificial da Neurogram promete aumentar esse número para 100%, permitindo um acompanhamento em tempo real. O conselho da empresa agora conta com nomes experientes, como Romero Rodrigues, ex-CEO do Buscapé, que destaca a combinação de profundidade científica e visão de produto da startup.
Com o avanço da regulamentação de dados de saúde, a infraestrutura digital para exames neurológicos se tornará cada vez mais essencial. A Neurogram visa simplificar a neurologia, ajudando os profissionais a oferecer diagnósticos mais rápidos e precisos. Projetos como esse devem ser estimulados pela sociedade civil, pois a união pode transformar a realidade da saúde neurológica no Brasil.

Mirtes Renata Santana de Souza, mãe de Miguel Otávio, busca justiça após a morte do filho em 2020, enquanto enfrenta racismo no Judiciário e luta por uma pena maior para a patroa Sarí Corte Real. O Tribunal de Justiça de Pernambuco negou o pedido de Mirtes para aumentar a pena de Sarí para 12 anos, enquanto a defesa recorre ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mirtes, quase advogada, critica a seletividade do sistema judicial e busca reparação pela tragédia.

O jogo "Rua das Crianças Corajosas", criado por Jésia Vunschel Gualter, visa prevenir o abuso sexual infantil de forma lúdica e ganhou o iF Design Student Award 2025, levando Jésia a buscar apoio internacional.

Síndicos de condomínios no Rio de Janeiro agora são obrigados a denunciar casos de violência e maus-tratos, conforme a Lei nº 8.913. A norma visa proteger vítimas e responsabilizar agressores, com penalidades para descumprimento.

O Intercolegial, evento de esporte estudantil no Rio de Janeiro, completou 43 anos promovendo inclusão e revelando talentos olímpicos, com mais de 220 mil participantes. A competição oferece bolsas de estudo e integra gerações.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) participou de audiência no Ministério Público do Trabalho (MPTDF) para discutir melhorias na notificação de saúde do trabalhador, com foco no projeto “Fortalecimento da Saúde do Trabalhador no SUS”. A iniciativa visa integrar sistemas de vigilância e capacitar profissionais, buscando reduzir a subnotificação de acidentes e doenças ocupacionais.

Um ano após o transplante de medula, Fabiana Justus teve um emocionante primeiro contato com seu doador, trocando cartas que reforçam a importância da doação. Ela expressou gratidão e esperança de um encontro futuro.