Estudantes universitários de Niterói poderão receber auxílio de R$ 700 mensais para aluguel, visando combater a evasão escolar e garantir moradia. O programa atenderá mil alunos de baixa renda.

A partir do segundo semestre letivo, o Programa Aluguel Universitário será lançado em Niterói, oferecendo um auxílio mensal de R$ 700 para mil estudantes de baixa renda. O objetivo é facilitar o acesso à moradia e combater a evasão escolar, especialmente entre os alunos que vêm de outras cidades. O programa atenderá estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) e de instituições privadas, desde que os cursos sejam presenciais e reconhecidos pelo Ministério da Educação.
Para se inscrever, os alunos devem ter uma renda familiar de até três salários-mínimos e apresentar um contrato de locação de um imóvel localizado no Centro da cidade ou em partes dos bairros São Domingos e São Lourenço. O coordenador municipal da Juventude, João Pedro Boechat, destacou que a iniciativa visa estimular a permanência dos estudantes na cidade e atrair novos moradores para a região central, integrando políticas de juventude ao planejamento urbano.
O programa não impõe limites quanto ao número de estudantes que podem dividir um imóvel, desde que comprovem residência no local. Serão realizadas visitas periódicas para garantir o cumprimento das regras estabelecidas. O auxílio terá duração inicial de um ano, com possibilidade de renovação até o final da graduação ou pós-graduação, desde que o estudante não ultrapasse dois anos além do tempo regular do curso.
O benefício será suspenso em casos de reprovação por faltas ou se o estudante receber outro subsídio habitacional. A prefeitura não atuará como fiadora e não intervirá nas negociações entre locador e locatário, limitando-se a repassar o valor diretamente ao beneficiário. Detalhes sobre os critérios de seleção e documentação necessária serão divulgados em edital ainda esta semana.
Estudantes de outras cidades também poderão se beneficiar, desde que se mudem para a área abrangida pelo programa. Ao se estabelecerem no Centro, esses alunos serão considerados moradores de Niterói para fins do auxílio. Atualmente, a cidade abriga cerca de setenta mil estudantes, muitos dos quais são de fora e buscam moradia na região central.
Iniciativas como essa são essenciais para fortalecer a comunidade estudantil e garantir que mais jovens tenham acesso à educação superior. A união da sociedade civil pode ser um fator decisivo para apoiar e expandir programas que promovam a inclusão e a permanência de estudantes em suas instituições de ensino.

O Caixa Tem anunciou um pagamento extra de R$ 200 para estudantes do programa Pé-de-Meia, entre 25 de agosto e 1º de setembro de 2025, visando incentivar a frequência escolar. O programa do MEC apoia jovens de famílias de baixa renda na conclusão do ensino médio.

Em 2025, o Programa Universidade para Todos (Prouni) oferece mais de 330 mil bolsas de estudo em mil instituições, beneficiando estudantes de baixa renda. O programa exige desempenho no Enem e comprovação de renda.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal (Sedet-DF) abriu inscrições para o Projeto Pró-Comunidade, com oitenta vagas em cursos de qualificação profissional. As inscrições vão de 14 a 22 de abril, e as aulas começam em 05 de maio, visando ampliar as oportunidades de emprego na região.

O Ministério da Educação (MEC) planeja fechar até metade dos 50 mil polos de ensino a distância, visando melhorar a qualidade do ensino e restringir cursos 100% online em áreas como Engenharia e Saúde. As novas normas estabelecerão uma estrutura mínima para os polos, que atualmente incluem locais inadequados, como salas em cima de padarias. O MEC busca um pacto pela credibilidade da educação a distância, priorizando a qualidade e a acessibilidade para a população mais pobre.

A formação docente no Brasil enfrenta desafios críticos, com previsão de um "apagão de professores" até 2040 e alta evasão em cursos de licenciatura, especialmente em Matemática. Especialistas discutem a importância da qualidade na formação para a aprendizagem dos alunos.
Novo Plano Nacional da Educação (PNE) apresenta 18 objetivos ambiciosos, mas sua implementação gera dúvidas. O PNE visa ampliar a educação infantil, garantir a alfabetização até o 2° ano do ensino fundamental e promover inclusão. No entanto, a eficácia do plano é questionada, especialmente após o fracasso do anterior. A formação docente e a educação digital também são focos, mas a execução permanece incerta.